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A crônica, o Ypiranga e a tartaruga

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Foto: camisa de goleiro do infantil do Cluble Atlético Ypiranga/Arquivo pessoal

Permitam-me aliviar as escrevinhações de hoje. Até porque, manhã de sábado – e nem só de aflições cívicas eleitorais vivem os homens e as mulheres do nosso amado Brasil, salve, salve!

Outro motivo é que alguns amigos/leitores reagiram, “com senso de urgência” (expressão em alta hoje em dia), ao post de ontem A tartaruga e o comunismo”.

Observações – eu diria – interessantes.

Prometo não deixar escapar impunemente a dita-cuja tartaruga.

Acompanhem:

1 –

O amigo Cézinha deu o ar da graça no zap, com observação pertinente.

Segundo ele, ao me inspirar na coluna do Ruy Castro (Eu e o comunismo), vacilo meu, não destaquei o trecho que nos diz (a mim e a ele) mais respeito e proximidade. Exatamente quando Ruy cita o nosso magnífico e magnânimo Clube Atlético Ypiranga “no ano em que completa 120 anos de glórias e tradição”.

Não preciso dizer, mas digo que éramos sócios do Clube Atlético Ypiranga naqueles idos dos anos 90.

Boas lembranças! Bons amigos!

O trecho que Ruy cita o CAY é o seguinte:

Cercado de intelectuais, artistas e colegas teoricamente de esquerda, há muito não sei de nenhum comunista entre eles. Ser comunista, hoje, equivale a torcer em futebol pelo Andrahy, no Rio, ou pelo Ypiranga, em São Paulo, com todo respeito a esses clubes, outrora grandes, hoje extintos. Aliás, quero crer que suas torcidas ainda sejam maiores do que os nostálgicos pelo velho e também extinto Partidão”.

Faço o reparo que o Cézinha me oportunizou – e incluo a necessária ressalva, ao caríssimo Ruy e aos incautos leitores:

O Ypiranga, amigos, ainda está firme e forte como associação desportiva, recreativa e cultural no quatrocentão bairro do Ipiranga. Só que desde os anos 50 do século 20 deixou de participar dos campeonatos de futebol profissional.

2 –

Outro amigo, que prefiro manter anônimo, não sei se fez uma queixa ou uma provocação.

Lamentou que está “sem eira nem beira nessas eleições” dada a polarização – e garantiu-me que:

“se a mesma tartaruga (que nacrônica do Ruy mordeu o dedão do pé de Bolsonaro e foi tachada de comunista) mordesse implacavelmente o dedão do presidente Lula ou de algum petista, era seria igualmente chamada de bolsonarista”.

O que acham?

Não lhe tirei razão. Ou parte da razão.

Foi este questionamento que levei (como sempre faço quando em dúvida existencial) ao amigo Escova, o eterno Don Juan das Quebradas do Sacomã e autointitulado ombudsman do nosso Blog.

Ele que tudo imagina saber que me desse a resposta.

E ele assim o fez:

“Concordo com seu amigo-oculto, Rudi. É muito provável que essa desastrada tartaruga fosse assim alcunhada de um lado ou de outro. Mais provável ainda que fosse enquadrada por maus tratos aos idosos no Estatuto competente – e respondesse nas barras da Lei, mas só depois que o STF resolvesse esse imbróglio do Banco Master”.

TRILHA SONORA

Ando numa fase de música latina e caribenha. Com realce para os boleros e as salsas cubanas.

Mas, registre-se, a colaboração é do amigo Bruno Roberto.

Ainda nenhum comentário.

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