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Como nasceu o meu primeiro romance

Então, caríssimos leitores e amigos, eis a novidade:

Um e-book, disponível na Amazon:

Notícias de um romance inacabado…

(Fiz questão das reticências no título, pois assim é que são esses romances que não terminam r sei lá qual nomes hoje tem: namoro, rolo, rabicho, embeiçamento, enrosco, ficada, peguetes…) s

Como nasceu?

Surgiu da provocação do meu filho para dar forma e vida a um livro que ele, por livre iniciativa, inscreveria num concurso literário.

Início de agosto.

Eu às voltas com a nossa série Crônicas de Viagens (lembrem-se de que foram 60 textos) – e o rapagão vem com a insólita novidade:

“Pai, a Amazon abriu inscrição para um concurso literário. As inscrições vão até 15 de outubro. Por que você não faz um romance?”

Como assim?

“Simples. Aproveita esse tempo – e escreve. Coragem!”

Epa, opa!

As coisas não são bem assim.

De abril pra cá, ainda que meio pelas tabelas com tudo o que triste e tragicamente estamos vivendo, eu publiquei no Blog, em forma de folhetim, a novela – O que o vento leva… – que nada_nada precisei de 20 anos para escrever. Da concepção ao produto final que agora almejo ver em forma de livro impresso.

Foram precisos 50 dias no toc_toc_toc das teclas do computador.

“Impossível. Tem que ser inédito!”

Depois, ainda no Blog, reuni e postei  uns 40 textos de autores definitivos (Érico Veríssimo, Carlos Heitor Cony, Papa João Paulo II, Bertrand Russel, Bertold Brecht, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Carlito Maya, Charles Chaplin, Vieira, Rubem Braga, entre outros) na vã tentativa de resgatar nossas mais almejadas utopias e firmar o passo no caminho de dias mais promissores.

“Tem que ser autoral. Não serve!”

Ainda rabisquei um conto A Cor da Vida sobre o cotidiano da pandemia no olhar de um garoto portenho que foi surpreendido pelo isolamento social quando estava em férias no Brasil. O conto deve fazer parte de um projeto que pretendo desenvolver com meia dúzia de outros contos e que pretendo publicar assim que for possível.

“Não vale. Não pode ser coletanea!”

Muito bem.

Isto posto, e como meus amáveis leitores podem ver, gosto de escrever, gosto mais ainda de ser lido, mas sinceramente tenho lá minhas limitações que, aliás, são muitas e tantas e tamanhas.

Mesmo assim fiquei ruminando a ideia.

Lembrei-me da velha redação de piso assoalhado e grandes janelões para a rua Bom Pastor onde vivi considerável anos da minha existência. O jornal regional que editávamos e circulava às sextas-feiras, 60 mil exemplares, com distribuição gratuita e domiciliar.

Lembrei também como era movimentado o nosso dia a dia.

Falávamos praticamente com nossos vizinhos – e achávamos sinceramente que estávamos mudando o mundo.

Os leitores, aliás, se autoproclamavam, com justa razão, senhores do noticiário. Era um corre-corre o fechamento de cada edição. Por lá, apareciam figuraças, as mais diversas possíveis,  repletas de histórias (muitas delas, para constar de antologias de tão folclóricas), sonhos e aspirações.

Lembrei-me de tudo isso – e, principalmente, de como éramos felizes no exercício do nosso humilde fazer jornalístico. Apesar de todas as broncas e limitações que enfrentávamos.

Estava nesse barulhinho bom, nessa viagem do ‘recordar é viver’ quando me ocorreu de um dos tantos casos que ali teve lugar. Um jovem senhor apaixonado cismou que a mulher que o abandonou aparecia numa das fotos num dos anúncios que o jornal trazia naquela edição.

Hummmm!

Ela estava acompanhada – e isso lhe roubou o sossego.

Indignado, trespassado de ciúmes, olhos vermelhos, ele apareceu na redação sem qualquer constrangimento para a prova dos nove que se impôs: ver a foto na cópia original, pois a que saiu no jornal em formato reduzido, verdadeiramente, não dava pra se distinguir nada de nada, quem era quem ali.

Foi um custo dissuadir o moço da sua cisma.

Não fomos nós que produzimos o anúncio, menos ainda a foto.

Foi a partir desse fato que, lá pelo dia 3 ou 4 de setembro, comecei a batucar esse Notícias de um amor inacabado… que está à disposição dos amáveis leitores. Na Amazon, em forma de e-book.

O resultado do tal concurso (qual a bendita vacina) só sai pro início do ano que vem.

A esperança é a última que etc etc etc.

De qualquer forma, valeu a aventura de escrevê-lo.

Se me derem a honra, está disponível para a venda AQUI

Um adendo:

Torço – e rezo – para que a vacina chegue antes.

Saudades do velho normal.

Sigamos, pois, amigos…

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1 Response
  • José Antônio Daniello.
    10, outubro, 2020

    Parabéns querido amigo. Lembro- me quando você fez uma matéria sobre o dia da voz e da entrevista com minha filha- fonoaudióloga no Jornal do Ipiranga.
    Abrs

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