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É tudo verdade

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Foto: Leila Kyiomura

De tempos em tempos, chega a pergunta do amigo Nestor:

– Como andam as coisas por aí?

Ele mora em Brugges, na Bélgica. É um amigo de infância que fui rever depois de quase 50 anos.

Nosso encontro se deu por causa dessa engenhoca maravilhosa que se chama internet.

Foi emocionante – e sou grato à modernidade por essa vivência.

Eu tinha uma viagem programada para Lisboa naquela oportunidade (2015, 2016, não lembro bem), então combinamos, via e-mail, de nos ver numa bodega às margens do Tejo.

De lá para cá, de quando em quando ele reaparece e reitera a pergunta:

– Como andam as coisas por aí?

… 

Sua inquietação hoje tem procedência.]

Nestor custa a acreditar nas notícias que lhe chegam por lá.

“São absurdas”. Assim ele as classifica.

Falam de um Brasil estraçalhado como nação. De instituições fragilizadas. Que não mais representam os anseios da maioria da população.

Um país assolado por onda de tragédias ambientais e pela violência urbana. Com um governo trapalhão que flerta com o retrocesso e o obscurantismo e que, a cada dia, se torna mais impopular.

“Ao menos aqui falam inclusive em renúncia, em perda de prestígio internacional, militarização do governo. Um horror. Querem inclusive reativar a censura. Não posso acreditar”.

Se eu que vivo aqui, preciso, às vezes, me beliscar pra entender que esta é a vida real e não estou dentro de um pesadelo, imagine o cara que saiu daqui garoto, com o pai perseguido pela ditadura de 64?

Mesmo vivendo lá fora no vazio do exílio, o Nestor continuou a amar e a se preocupar com o Brasil e, sobretudo, com a nossa gente mais humilde.

Imaginem a traulitada, caríssimos leitores.

É tudo verdade, respondo lacônico.

Para que ele entenda o que está acontecendo – o tamanho da encrenca -, separo duas reportagens e as encaminho a ele.

Aproveito a deixa para postá-las aqui.

Confiram!

1.

2 –

Artigo:

Conseguimos piorar

o que era ruim

Clóvis Rossi, na Folha/Uol

 

Leia AQUI!.

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