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Marcos Roberto

Havia Lennon e McCartney.

Roberto e Erasmo.

E nós, garotos suburbanos dos idos de 60, que éramos ligados em música, ainda conhecíamos outra parceria de sucesso.

Olhem aí, meus contemporâneos, quem se lembra os nomes dos caras?

Dou lhe uma, dou lhe duas… e três.

Alguém aí falou em Dori Edson e Marcos Roberto.

Pois é, camaradas, eles mesmos.

Faziam parte da trupe da Jovem Guarda.

Com franjas comparáveis à de Ronie Von (a do Marcos Roberto), topete a la Elvis (o do Dori Edson) e canções algo ingênuas, mexiam com o coração da meninada e tinham agenda lotada para shows e gravações.

A balada “Longe dos Olhos, Perto do Coração” foi o grande sucesso da dupla. Que ainda emplacou hits como “Veja Se Me Esquece”, “Agora É Tarde”, “Será”, entre outras.

Marcos Roberto ainda gravou, com êxito, canções de outros autores, como Sérgio Reis. “Fim de Sonho” e “Vai Embora Daqui”.

Com o fim do programa da TV Record, eles perderam espaço nas rádios e na TV. Veio um período de ostracismo e cada qual, a seu modo, enveredou por outros caminhos. Dori flertou com a música romântica e Marcos seguiu os passos do amigo Serjão e tentou o sertanejo. Consta que foi um primeiros a gravar o clássico “Fio de Cabelo” (Marciano/Darcy Rossi) que, posteriormente, consagrou a dupla Chitãozinho e Xororó.

Dori morreu em 2008 – e, à época, sequer foi noticiado.

Marcos se foi neste sábado que passou. Aos 71 anos. Mereceu nota no obituário do Uol e de “O Estado de S. Paulo”.

Mereciam mais. Em vida, e mesmo nesta hora triste.

Fica aqui o registro e a homenagem…

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