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Monsueto

Bendito seja o Youtube!

Eu lhes conto o porquê.

Essa jabirosca salvou o meu dia e o texto do blog.

É que hoje, pela manhã, alguém passou por mim a assoviar a dolente melodia que há tempos não ouço.

A letra me veio logo à mente:

"Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia iludir
Nem pensar em me abandonar”

Corri ao computador para matar a saudade do grande Monsueto (1924/1973), autor deste “Me Deixe em Paz” e de outros tantos sambas ora tristes (“A Fonte Secou”, “Mora na Filosofia”, “Lamento da Lavadeira) ora debochados (“Eu Quero Essa Mulher Assim Mesmo” e “Ziriguidum”)

Aliás, achei ali um divertido vídeo, de 1961, em que Monsueto faz dueto com Elza Soares.

Imperdível para os nostálgicos como eu.

II.

Monsueto era um crioulo alto, estiloso.

Ator, humorista, é nome hoje esquecido pela garotada e até pelos que curtem a chamada MPB.

Ali pelos anos 70, ele participou com Toquinho e Vinicius de Moraes da gravação de “A Tonga da Mironga do Kabuletê”. Para àqueles tristes tempos de ditadura e opressão, todos entendiam – e usavam – a expressão como uma forma de protesto à ordem vigente. Alguns diziam que era um xingamento no dialeto nagô.

Compreenda-se.

Dadas as circunstâncias tínhamos uma tendência a imaginar coisas.

Ao que se soube depois, o trio só queria se divertir.

III.

Ao grande Monsueto, coube uma participação igualmente enigmática.

Entre um verso e outro, ele cantarolava: “Adruvis, Adruvis. Adruvis” – e caprichava no sorriso.

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