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Tempos pós-modernos

Juli,

Estou desolado.

Desde sexta, antes da balada, que não recebo qualquer recado seu. Seja no whatsapp, seja no face, seja no instagram, seja no twitter…

Isso me preocupa.

Pode ter acontecido algo de grave com você.

Ou pior…

Definitivamente você me esqueceu.

Já disparei mil e um torpedos, sem qualquer resposta.

Nem uma carinha daquelas sorridentes, você me enviou.

Isso me preocupa.

Aliás, desde ontem às 15h26, você não acessa o whats.

Uma loucura, alguém da nossa idade ficar tanto tempo desconectado, com corpo, alma e coração fincados na vida real.

Justo você que um dia curtiu no face aqueles versos da canção do Roberto:

“O cara que pensa em você toda hora/Que contas os segundos se você demora/Que está todo o tempo querendo lhe ver…”

Justo você, Juli, agora me deixa à deriva, teclando sozinho.

Sem perdão, minha cara.

Por muito menos que isso (acho que foi uma briga de famílias), um tio tataravô meu, ou coisa que o valha, fez uma tragédia lá nos antigamente.

Se você não der sinal de vida nos próximos minutos, segundos… sei lá, estou muito pilhado… penso em fazer algo parecido.

Não acredita?

Pois pague para ver…

Ou melhor, não ver.

Pois, limparei seu nome de todas as minhas redes sociais.

Você deixará de existir.

Vou começar bloqueando você no whats e no face…

Prepare-se, pois.

Não é possível, neste vazio, viver o maior amor do mundo.

O que chamamos rosa, com outro nome não teria igual perfume?

Do seu ex-futuro eterno amor

*NOTA DO BLOG:

Juli é corruptela do nome da personagem Julieta Cappuleto, e Romeu é a de Romeu Montéquio, aqui, numa livre e malajambrada adaptação do romance de Shakespeare para os dias atuais.

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