Foto: Paulo Valadares/Câmara dos Deputados/Arquivo
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“No meu jardim, há décadas eu não cultivo o ódio. Aprendi uma dura lição que a vida me impôs. O ódio acaba deixando as pessoas estúpidas.”
(José Pepe Mujica)
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Triste notícia marcou o 13 de maio de 2025.
Uruguai, América Latina e a Humanidade se despediram de José Pepe Mujica, um símbolo de esperança e fé na luta por tempos melhores.
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Não me recordo de alguém – um grande líder recente – que lhe faça sombra.
Talvez Mandela.
Sim, inclua-se, pois, Mandela no mesmo panteão dos homens e mulheres que engrandeceram a História da nossa jornada no Planeta.
Dois exemplos de dignidade. Dois exemplos de sabedoria.
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Paremos com as analogias por aqui.
Pois, mesmo com algum atraso – estamos no dia 15, não? – é a oportunidade que temos para celebrar a memória de Pepe Mujica, conforme me sugere o amigo_distante Escova.
Lá dos arredores de Paris onde mora, o jornalista, amigo e parceiro de tantas jornadas, realça a importância de Pepe Mujica:
“Que falta nos faz seu exemplo nesses transtornados dias que vivemos”.
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Brevíssima biografia de Mujica.
Ex-guerrilheiro, foi preso por 14 anos durante a ditadura em seu país, transformou-se, ano depois, em presidente do Uruguai pela voz das urnas e, por exemplo e conduta, se fez o nome de maior luminosidade do campo progressista.
Vivia como professava em seus discursos de fala mansa e certeira.
Avesso às ostentações, governou como fosse o mais normal dos cidadãos do Uruguai. Continuou a morar na própria chácara e a dirigir o velho Fusca azul que virou marca registrada.
Seu mote era a defesa intransigente da democracia, da justiça social e de uma vida menos consumista.
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Um notável pensador humanista.
Um líder popular que prezava a dignidade e ascensão de todos.
Que fazia do Poder instrumento para dar total amparo aos mais humildes.
Mesmo quando deixou a presidência do Uruguai, continuou influente no debate público latino-americano.
Sua ausência, meus caros e preclaros, ainda ecoa como a de uma voz única, salvaguarda do nosso tempo.
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“A desigualdade é a doença da democracia contemporânea”



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