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Um homem chamado José

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Foto: Reprodução/Arquivo

Um personagem como José de Nazaré, que viveu há 2 mil anos, no entender do jornalista Carlos Heitor Cony (1926/2018), “é de uma assombrosa grandeza humana”.

Guardo com zelo um antigo recorte de jornal com a crônica Um homem chamado José que Cony publicou na página 2 daFolha de S.Paulo, em 26 de março de 2000. Nela, o jornalista esclarece aos leitores que era agnóstico, mesmo assim – olhem o paradoxo! – se dizia devoto de santos “que talvez nem tenham existido”.

Cabe uma explicação, permitam-me: o experiente jornalista fora seminarista na infância e parte da juventude. Deixou os trâmites do catolicismo quando tinha por volta de 18 anos, e ainda assim, já homem vivido e cético quanto aos rumos da Humanidade, encantava-se ao visitar igrejas e santuários. Para ele, eram “espaços” de memória, cultura, introspecção e fé.

São José, talvez, fosse o mais desafiador dos mistérios da iluminação divina.

“Humilde em vida, José continuou humilde, mesmo em sua trajetória através do tempo. Não há catedrais fabulosas em sua homenagem. Não tem a importância histórica de Moisés, Maomé ou Paulo. Nem feitos admiráveis como Francisco de Assis ou Antônio de Pádua. Não se conhece uma frase sua. Apenas gestos de aceitação e proteção.”

Confesso que, desde tomei conhecimento dessas linhas, mudei meu entendimento (creio que para melhor) e minha devoção ao Santo Carpiteiro, o glorioso Padroeiro dos Trabalhadores.

Por isso, faço questão de reiterar minha profissão de fé neste 19 de março, data consagrada ao santo e à sua sagrada causa.

Assim como o jornalista fez naqueles idos, ouso compartilhar com amigos e leitores o registro, a humilde reverência e, como escreveu Cony, lhes digo: “sendo impossível seguir-lhe o exemplo, limito-me a admirá-lo. E a pedir que, seja lá a quem, rogue por mim”.

Peço um tantinho mais:

Que São José rogue por nós! Hoje e sempre.

TRILHA SONORA

2 Responses
  • Leila kiyomura
    19, março, 2026

    Bonito José… obrigada por me ensinar a fé em José l.

  • Leila kiyomura
    19, março, 2026

    Bonito José… obrigada por me ensinar a fé em José.

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