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Vale lembrar Leivinha

Foto: Leivinha/Site do Palmeiras

Tempo de Mundial.

Todas as atenções voltadas para o instável Planeta Bola.

Peço licença para lhes falar de Leivinha, o astro da camisa 8 da segunda e memorável Academia Palestrina, time histórico do Meu Palmeiras nos anos 70.

João Leiva Campos Filhos morreu na quinta passada, dia 11.

Tinha 76 anos.

Que descanse em paz!

Digo sempre aos mais jovens – e com imodesto orgulho – que sou privilegiado como torcedor de futebol. Desde meados dos anos 50 acompanho de perto todas as conquistas da Sociedade Esportiva Palmeiras e as grandes (e nem tão grandes) equipes que formou.

Juro que, tempos atrás, numa palestra sobre jornalismo esportivo, impressionei o Paulo Vinícius Coelho, o PVC de reconhecida memória futebolística, ao declamar, de pé em sinal de respeito, um a um, os nomes dos craques que foram supercampeões paulista em 1959 diante do imbatível esquadrão do Santos de Pelé & Cia.

Repito agora. Vou me levantar… Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scoto, Zequinha e Chinesinho, Julinho, Nardo, Américo e Romeiro.

O primeiro título esmeraldino que comemorei. 2X1 na final, melhor de três jogos. Pelé abriu o placar. Júlio Botelho empatou. Romeiro fez de falta o gol da vitória. Vi pela TV em branco e preto na sala de casa em meio às aflições e cantoria do pai e da italianada de amigos do pai…

Linda lembrança, meu caros e raros.

Viveu quem a viveu…

Leivinha, amigos, fez parte de outra equipe histórica.

A saber:

Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca, Dudu e Ademir da Guia, Edu, Leivinha, César e Nei. Técnico: Oswaldo Brandão.

Eu já era um rapazote, andava pelos 20 e poucos anos. Trazia em mim todos os sonhos do mundo – e não sabia até então o que era um verdadeiro jejum de vitórias e conquistas (O que só fui conhecer depois que Leivinha e Luís Pereira deixaram o Meu Palmeiras para jogar na Espanha).

O futebol – e evidentemente o Palmeiras – continuava a ser paixão e vida.

Ao lado dos amigos palmeirenses como eu (ou até mais que eu), o Astrão e o Oswaldo, íamos a todos os jogos (o pai do Astro, o Sr. Nivaldo trabalhava na Federação Paulista, entrávamos na faixa) e era mesmo uma festa, uma grande festa. Aquele time só vencia… Bola alta na área era a certeza do cabeceio do nosso craque Leivinha… Gol ou passe para gol como na épica final de 1974 contra o Corinthians que assim amargou mais alguns anos na longa fila. 1X0 – Gol de Ronaldo (que substituiu César Maluco) e passe de cabeça (hoje chamaríamos de ‘assistência’) de Leivinha, grande e inesquecível Leivinha.

Todas as expectativas (imprensa e opinião pública) davam como certa e já exaltavam a vitória do Corinthians.

Pois então…

Desconfio que essa história de ‘contra tudo e contra todos’ começou exatamente nessa tarde.

Gols de Leivinha

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