Foto: Linkedin “Professor e Palestrante Eduardo Borga”
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Faz uns 10 dias, se tanto…
Meu amigo Eduardo Borga, colega dos tempos da Universidade Metodista, me enviou um zap.
Elogiou a trilha sonora que eu havia escolhido para o post
A música em questão era “That’s Life” na versão bluseira de Willie Nélson.
“Não conhecia essa versão da música. Ficou ainda mais linda.”
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Hoje, outro amigo, o Zé Reis, me deu a triste notícia.
“O Borguinha se foi…”
Fiquei assim – e ainda estou – sem chão, sem palavras…
Nem sequer estou certo se deveria ou não vir ao Blog.
A aridez epiritual que essas horas nos causam…
O que dizer do Borga?
Jornalista, radialista, professor de radiojornalismo, comunicador e palestrante em diversas áreas e, sobretudo, músico e cantor dos mais dedicados.
Borga adorava cantar.
Era a atração principal das festas de congraçamento dos professores de Comunicação da Universidade.
Boas lembranças, boas lembranças…
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Ultimamente, ao que eu soube por terceiros, pois não tenho redes sociais, o slogan que usava era “Desaposentando a aposentadoria”, pois envolvera-se em um sem número de atividades musicais e apresentações. Sempre voltadas para o entretenimento dos mais necessitados e esquecidos, sobretudo os idosos de asilos, hospitais, casas de repouso e congêneres.
Ele e seu violão; por vezes, levava o teclado.
O violão, registre-se, era parceiro inseparável.
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A propósito, há cerca de dois ou três meses, me ocorre agora a lembrança, o Borga precisou passar uma temporada mais longa internado no Hospital para dar tratos ao coração, um tanto combalido de tantas emoções.
Assim que pode, o músico pediu autorização aos doutores para ter a companhia do violão.
Inevitável dizer que o Hospital terminou por se transformar num grande palco para as apresentações do Borga. Médicos, enfermeiras, funcionários todos, visitas e, inclusive, pacientes tais como ele não se fizeram de rogados – e entraram na cantoria.
Vez ou outra, assim que terminava de ler um post que eu escrevia, o amigo lembrava-se de me encaminhar um desses vídeos curtos. Aos quais deu nome de DBB – Diários de Bordo do Borga.
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Era mesmo de emocionar.
Eu assistia ao videozinho e ficava cá, com meus silêncios e olhar vagueando pelo tudo e o nada que trazemos em nós, a concluir: quanto amor à vida, à música e às pessoas. Era um Eduardo Borga pleno de si que, sinceramente, eu, distraído que sou, não conhecia.
Descanse, amigo. Que encontre a Luz e as canções que tanto amou.
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