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Homenagem a João Bosco, 80 anos

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Foto: Reprodução da página do músico João Bosco no Facebook

Pausa nos jogos da Copa do Mundo.

Permitam-me misturar música e futebol.

Vamos por partes.

Aviso aos incautos navegantes.

Vou para o muro – e lá me postarei para assistir, sem tribulações, à final entre Argentina e Espanha.

Não constavam na minha lista de seleções preferidas. Mas entendo que seja assim se assim determinaram e quiseram os deuses do futebol.

Uma ressalva a fazer.

Podemos dizer o que bem ou mal quisermos sobre o Mundial (a escolha de três sedes, nada a ver Estados Unidos e futebol, o aumento para 48 equipes, a intervenção do Alaranjado nas coisas do Planeta Bola, a postura conivente de Infantino, as novas regras da Fifa que complicam mais do que explicam, os biliardários interesses em jogos além dos esportivos, etc, etc, etc. Podemos e devemos ficar atento a todas essas mazelas e a outras mais, só não podemos dizer que faltou emoção à maioria das partidas desta Copa.

Foi bem interessante acompanhar os jogos.

Tão interessante que (estúpida falha do blogueiro) deixei passar uma das datas magnas da música popular brasileira.

13 de julho.

Pois então, meus caros, neste 13 de julho (conhecido também como segunda-feira desta semana), o cantor e compositor João Bosco completou 80 anos de vida.

João Bosco, sim, aquele mesmo genial violinista de encantados acordes e harmonias no violão, aquele das definitivas parcerias com Aldir Blanc (1946/2020)…

Talento nato, como deixar de reverenciá-lo.

Dou-lhes um breve histórico:

O mineiro de Ponte Nova João Bosco de Freitas Mucci é dono de uma das mais admiráveis obras da música popular brasileira. Ao lado de Aldir Blanc Mendes, carioca do Estácio e dono de uma inesgotável verve de poeta e letrista, Bosco formou uma histórica parceria que balançou o coreto assim que surgiu, naqueles culturalmente trepidantes anos 70.

A lista de sucesso (da dupla) é interminável: “Agnus Sei”, “Mestre Sala dos Mares”, “De Frente Pro Crime”, “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, “Escadas da Penha”, “Casa de Marimbondo”, “Kid Cavaquinho”, “Caça a Raposa”, “Bodas de Prata”, “Incompatibilidade de Gênios”, “O Cavaleiro e o Moinho”, “Vida Noturna” “O Ronco da Cuíca”, “Miss Suéter”, “Latin Lover”, “Galos de Briga”, “Transversal do Tempo”, “Rancho da Goiabada”, “Falso Brilhante”, “Jogador”, “Vaso Ruim Não Quebra”, “Tiro de Misericórdia”, “Plataforma”, “Me Dá a Penúltima”, “Bijouterias” , “Linha de Passe”, “Contos de Fadas”, “Boca de Sapo”, “Ai, Aydée” e a maravilhosa “O Bêbado e a Equilibrista”, entre outras tantas e tamanhas.

Ainda que tardio (perdoem-me, se puderem),vale o registro e a singela homenagem.

Aproveito para postar uma das canções mais incríveis que ouvi nos últimos anos.

“Sinhá”.

Desta feita o parceiro de Bosco é ninguém menos que Chico Buarque de Holanda.

Ouçam!

Importante:

João Bosco faz show em São Paulo no dia 9 de outubro.

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