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Mick Jagger dos Trópicos

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Vitória espanhola por 2 a 0, em Dallas, mudou o favoritismo da Copa / Site da Fifa

Mbappé, Olise, Dembélé, Dechamps & Cia…

“Alors, les Blues, vous n’êtes pas venus pour le match d’aujoird’hui?”

Ops…

“Alors, les Blues, vous n’êtes pas venus pour le match d’aujourd’hui?”

Ops…

Apertem a tecla Sap, por favor.

Isso.

Agora, sim.

Creio que todos entendem.

“E aí, azuis, não vieram para o jogo hoje?”

Imaginem-me, amáveis leitores, eu, ali,algo indignado, à saída do gramado à espera dos tais senhores, bons de bola e de ideias, mas que ontem me fizeram pagar de otário para o amigo distante, o Escova, que fechou questão, diante do meu deslumbramento com a equipe francesa.

– Esqueça, disse ele. Vai dar Espanha, está claro e cristalino!

Fiz questão de publicar suas impressões no post de ontem (para hoje lhe cobrar):

“A Espanha tem lá seu DNA de jogar futebol – e vai muito além do que vocês, aí do Brasil, nomeiam como tic-taca.”

Pois é, caros e raros…

Terei que conviver com o silêncio ostensivo do amigo Escova por alguns dias, semanas até. É a forma que o abusado tem de lembrar-me da sua sabedoria e opinativa superioridade em termos futebolísticos.

Mesmo sem nada dizer – ou zapear – ele faz a sonora e retumbante provocação:

“Eu não falei?”

Reconheço – e dou fé ao que hoje escreveu no UOL, diretamente de Barcelona, o colunista Thiago Arantes:

“A vitória espanhola por 2 a 0, em Dallas, mudou esse cenário (favoritismo francês neste Mundial). Dominada durante os 90 minutos, sem nenhuma solução tática vinda do banco e tecnicamente errática, a França perdeu mais que um jogo.

Perdeu o direito de ser lembrada como uma das grandes equipes da história.”

Arantes pensou comparar a França de 26 a seleções emblemáticas como a da Hungria (54), Holanda (74) e Brasil (82).

Sei não.

Menos, gente, menos!

Pessoalmente, nunca me predispus a tal comparação.

Quanto ao jogo de hoje Argentina e Inglaterra, envolto em histórias e estórias (especialmente para os portenhos) não vou me arvorar a anunciar publicamente que torcerei para este ou aquele.

Prudência e caldo de galinha etc etc etc

O Uruguai, o Paraguai dos palmeirenses (Gomes, Maurício e Sosa), a Colômbia da Shakira, o time de Cabo Verde, as seleções africanas todas, agora a França…

Todas essas equipes me eram simpáticas. Todas ficaram pelo caminho.

Já lhes disse que sou da geração dos Beatles e Rolling Stones.

Disse mais: que achei sensacional quando, ao fim do jogo passado, a torcida inglesa entoou o refrão…

“La la la lalalala… Hey Jude… “La la la lalalala… Hey Jude”

… em inspirado agradecimento aos dois gols do meia Jude Bellingham no jogo das oitavas.

Mesmo assim, prefiro – e acho oportuno – não mais me pronunciar.

No mínimo, no mínimo… para não ficar com fama de Mick Jagger dos Trópicos.


TRILHA SONORA

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