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Ajeitando minha coleção de DVDs

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Foto: cena do filme Manhattan, de Woody Allen/Divulgação

Li, certa feita, uma entrevista com o cineasta Woody Allen em que diz, com a maior convicção, que assim que termina um dos seus belos filmes, ele nunca mais os vê.

Simples assim.

Tenho uma coleção de DVDs da obra de Woody e os revejo sempre que posso – e posso quase todos os dias quando não tem futebol.

Pois, então, eu fiquei pensando no octogenário autor.

Ele não sabe (ou sabe?) o que está perdendo.

Enfim, quem sou eu para dar conselhos ao cineasta.

Em todo caso, aproveito para deixar aqui registrado que, ao longo de todos esses anos, perdi a conta das vezes que assisti a Manhattan, desde o seu lançamento nos cinemas em 1979.

Não sei se é o meu filme preferido do autor.

Mas, é seguramente o que mais vi e revi e vi de novo e revi etc etc etc.

Cito outros três títulos de Woody entre os mais vistos por mim: Meia Noite em Paris (2011), Match Point (2005) e Crime e Castigo (1983).

Quer dizer…

Sei que estou sendo injusto com outras produções – Neblina e Sombras (1991), Tiros na Broodway (1994), Vicky Cristina Barcelona (1998), Poderosa Afrodite (1995) e outros tantos.

Todos. Ou quase todos.

São histórias bem engendradas sobre pessoas comuns (ou quase, mas reais). Pessoas que se enroscam nos imprevistos da vida, envoltos em neuroses pessoais ou alheias (quem não as têm?), em sonhos, dilemas e relacionamentos que se espalham ao sabor do acaso e da sorte.

Ops…

Desconfio que os meus amáveis cinco ou seis leitores aguardem, depois de tanto lero-lero, alguma notícia sobre o aguardado 51° filme do cineasta que será, ao que soube dias atrás, rodado em Madri, Espanha.

Até tentei me informar sobre a estreia, mas nada encontrei. (Lamento já não sou aquele repórter fuçador e caradura que um dia fui, naqueles idos em que nem sequer sonhávamos com Googles e IAs.)

Fui ajeitar a tal coleção de DVDs na estante (alguém mexeu na minha bagunça organizada) – e só então me dei conta da hora (10 da manhã) e nada havia preparado para o post de hoje.

Nem tema eu tinha (os amigos nada me sugeriram), então danei a falar de Woody Allen.

Igual a tudo na vida.

(Nome de outro filme bem divertido dele, é de 2003.)

TRILHA SONORA

1 Response
  • Leila Kiyomura
    15, agosto, 2026

    Gostei muito. Vou rever… O bom do tempo é realmente a coleção de DVDs, retratos, livros com dedicatórias. Sonhos de uma realidade…realidade que viraram sonhos.

    .

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