Hoje pela manhã, presidente Lula da Silva fez último ato de campanha no primeiro turno em São Paulo: o evento “Lula em São Paulo: O Brasil Pronto Pra Mais”, realizado na Avenida Paulista, São Paulo – SP/Foto: Ricardo Stuckert
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Tinha 23 anos.
Foi a primeira eleição em que trabalhei como repórter. Lembranças difusas. O povaréu andava descontente com o fim do chamado Milagre Econômico. Os ditadores de plantão – generais e seus sabujos civis – perderam o lastro financeiro do governo americano, ele próprio às voltas com a crise econômica causada pela Crise do Petróleo, a retaliação da OPEP ao apoio dos americanos (ok, do Ocidente) a Israel na Guerra do Yom Kippur.
Por alto, era o contexto que tínhamos então.
Escolhíamos deputados e senadores por aqui.
O chamado Colégio Eleitoral escolhia o presidente. O Colégio Eleitoral era composto por 503 membros (senadores, deputados federais e estaduais).
Era o “voto indireto”.
O candidato da ARENA, general Ernesto Geisel, venceu com 400 votos contra 76 de Ulysses Guimarães, do MDB, o anticandidato. Não havia qualquer chance de vitória, mas Ulysses fez questão de concorrer e consagrou a célebre frase, imortalizada na literatura portuguesa pelo poeta Fernando Pessoa:
“Navegar é preciso, Viver não é preciso”.
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Lembro que, à época, entrevistei o então candidato a senador, Orestes Quércia, do MDB, a frente multifacetada que, a seu modo, enfrentou a ditadura.
Diria que enfrentou corajosamente a ditadura.
Se bem me recordo, Quércia era um político promissor. Havia sido prefeito de Campinas, mas concorrer a uma cadeira ao Senado era um enorme desafio.
Naquela tarde em que ele visitou o Diretório Distrital do Ipiranga do MDB, eu e meia-dúzia de repórteres o esperávamos para entrevistá-lo.
Alguém lhe perguntou se considerava vencer as eleições mesmo em um panorama tão hostil.
Quércia foi objetivo na resposta:
“Tudo é possível. As urnas sempre nos surpreendem. Só quem as teme são os ditadores”.
Orestes Quércia teve quase 5 milhões de votos.
Foi o primeiro senador da Oposição, eleito pelo Estado de São Paulo.
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Meu bom amigo, o Escova, estava comigo nessa paradinha.
Foi ele quem hoje reacendeu nossas memórias de velhos repórteres.
A bem da verdade, Escova se julga ombudsman do Blog e das literatices que escrevo.
Quer palpitar em tudo.
Provocador que é, ele mostrou-se interessado em saber como eu conduziria o texto de hoje:
“Vai continuar fazendo o que sempre fizemos nessas ocasiões quando falamos de princípios elementares da defesa da democracia como cidadania, solidariedade, fraternidade, inclusão multicultural de raça, credo e cor. Respeito a todos os povos, à liberdade e à manifestação política e social… Pelo fim dos preconceitos todos, da intolerância, do ódio, do culto à violência e ao negacionismo. Pelo fim das manifestações de egoísmo e, sobretudo, das desigualdades sociais. Por um Brasil pleno e soberano…”
– Rudi, meu camarada, é muito vago tudo isso. Não sei se essa pregação toda que nossa geração fazia soa vaga e dispersa hoje em dia. É preciso ser direto e reto. Não acha?
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Não sei se acho ou se despacho.
Penso cá comigo que o abelhudo quer saber em quem eu vou votar.
Mas não lhe tiro um tanto de razão.
Somos amigos e cúmplices nessa jornada.
Deixemos, pois, de ‘ora bolas’ e vamos direto ao que é para ser dito.
Ditadura Nunca Mais!
Em nome dos valores democráticos,
Em nome do futuro e das novas gerações,
Em nome do bem comum,
Por mim, pelos meus e por todos nós…
Voto Lula (13) para presidente.
Haddad (13), governador.
Tebet (400) e Marina Silva (180), senadoras por SP.
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Deputados estadual e federal, deixo à sua escolho, Escova.
Desde que sejam dos partidos que apoiam a coligação “Brasil Pronto Pra Mais”.
Sei que você vai votar na Erundina (50555) para estadual e no Zarattini (1370) para federal.
Bons nomes, talvez eu lhe acompanhe.
Que a Senhora Mãe Aparecida nos inspire e abençoe nessa jornada!
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BORA LULA
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O que você acha?