Dissei, então vereador: pontapé inicial na partida entre veteranos do Ypiranga (1993)/Arquivo Pessoal
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Agradeço a gentileza do amigo Domingos Dissei que fez questão de lembrar a esse distraído escrevinhador de estórias e histórias: hoje, 10 de julho, celebra-se-se o aniversário de 120 anos de existência do Clube Atlético Ypiranga, uma das mais representativas instituições esportivas, recreativas e culturais da cidade, do estado e do país.
Vai daqui, do nosso modesto site/blog, um salve aos amigos do Ypiranga!
Há tempos não dou as caras por lá.
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Não vou lhes dizer que o CAY é o meu segundo time do coração. Porque, meus caros e raros, não é propriamente assim.
São sentimentos distintos – e, como todos bem sabem, amores e paixões não se medem.
Vive-se!
E guarda-se, para sempre, no coração e na memória.
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Por longos anos, o Ypiranga foi, digamos, a extensão da minha casa. Eu e os meus não saíamos de lá.
Motivos não faltavam para tal.
Vou tentar relacioná-los aqui.
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01.
Quando meu filho nasceu, há 46 anos, a primeira camisa de clube que ele ganhou foi a do Ypiranga, presente do amigo Nascimento, então uma espécie de diretor social do CAY. Diria hoje que é a peça número 1 de uma coleção de ‘mantos sagrados’ do futebol brasileiro e mundial que eu e ele mantemos, como tesouro, ainda hoje. Nós a vemos assim como o Tio Patinhas vê a moeda número 1 da sua fortuna.
(Sinceramente, alguém ainda lê Tio Patinhas hoje em dia? Não sei. Mas, me ocorreu o exemplo – e pronto. Acho que, mesmo os mais jovens, me entenderam.)
02.

Foto: Arquivo Pessoal
Meu garotão tinha cinco para seis anos quando estreou no gol da equipe de futsal “fraldinha” do Ypiranga com memorável atuação. Vencemos por 2 a 0 o aguerrido time do Nacional da Capital.
03.
Fui sócio do Ypiranga por longos anos – e fiz amizades imorredouras. Me diverti a valer no campo que era de terrão jogando nas equipes de futebol para associados do clube. Era um zagueiro respeitável do time do Sucatão, que tinha como técnico o incrível goleiro Labatte e como patrocinador, capitão, camisa 10 e cobrador de todas as faltas e pênaltis o amigo Milton Bigucci. Também joguei no Alegria (quer nome mais bonito para um time de futebol?) do amigo Sérgio Salvador.
04.
Também fui um dos primeiros editores da Revista Institucional do clube. Quem me convidou foi o então presidente e saudoso amigo Milton Stenberg. Continuei fazendo a revista no período em que o amigo Antônio Pinto, o grande Crispim, assumiu a presidência.
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A vida nem sempre nos deixa continuar onde estamos. Outros rumos, outros caminhos…
Hoje, dá para dizer que, mesmo distante, o Ypiranga de tantas e tamanhas tradições continua no meu coração.
Lembranças não faltam.
Concordam?
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Um brevíssimo histórico das glórias eternas do “Vovô da Colina”, carinhoso apelido do C.A.Ypiranga:
– o clube Ypiranga foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol;
– tinha fama de ser um “Celeiro de Craques” (outro apelido), tantos e tão respeitáveis nomes que revelou para o desporto nacional – especialmente o futebol. (Para não me estender, posso citar três nomes: o precursor de todos os goleadores Arthur Friedereich, o goleiro Barbosa (da seleção de 50) e o Doutor Rubens (que depois virou uma espécie de Zico dos anos 50 e fez história no Flamengo), entre tantos outros);
– profissionalmente, o clube participou da elite do futebol paulista até a década de 50;
– a partir de então, transformou-se em clube desportivo, recreativo e social que marcou época e gerações no populoso bairro que tem o mesmo nome (só que com i no começo – Ipiranga) em São Paulo.
– no âmbito social, eram famosas suas realizações e festas, bailes e shows.
– a mais marcante delas, na minha humilde opinião, era a organização dos Jogos da Primavera, uma espécie de olimpíadas que reunia jovens estudantes de escolas de toda a cidade em competições memoráveis. Era um frisson extraordinário. Quem viveu, lembra e não esquece…
– nesse tempo, meu tio Francisco Chisolini, o Ninim, era administrador-geral do clube. Raramente o víamos. Dizia-se sempre “muito ocupado” com o dia a dia do clube. Ele carregava um molho de chaves enorme, “de fazer inveja a São Pedro”. Abria e fechava todas as portas dos departamentos e instalações do CAY.
Meu pai, o Velho Aldo, sempre o provocava.
“Nem São Pedro precisa de tantas chaves assim. E veja que ele cuida do Céu e de todo azul do Infinito!”
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Obrigado, Dissei, ex-vereador e emérito presidente do Tribunal de Contas do Município, este escrevinhador nostálgico agradece a oportuna sugestão para post/crônica de hoje…
Um viva à amizade, e à memória!
Abraçaço!
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TRILHA SONORA
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