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Homenagem a Claudio Carsughi

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Foto: Reprodução/Bandeirantes

Tenho como prova de respeito e merecido reconhecimento as carinhosas manifestações de um grande número de jornalistas (esportivos ou não) e do público em geral pelo falecimento do jornalista italo-brasileiro Claudio Carsughi que aconteceu ontem, em São Paulo.

Carsughi tinha 93 anos.

Pessoalmente eu o encontrei uma ou duas vezes, que me lembre.

Certa feita, ele estava numa festa de congraçamento da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Eu o vi à distância…

Em outra ocasião, fui com o amigo Nasci nos estúdios da TV Record, ali, na avenida Miruna, perto do aeroporto de Congonhas. Nasci havia trabalhado na Record nos anos 60 e foi visitar o amigo Hélio Ansaldo – e me levou de contrapeso. Encontramos Adoniran Basrbosa batendo o ponto num barzinho em frente à emissora – e, já nos estúdios, cruzamos com Carsughi que Nasci cumprimentou como se fossem grandes amigos.

(Não sei se eram.)

Carsughi foi simpático. Ele e o Nasci trocaram algumas palavras – e eu fiquei ali estático, olhos arregalados, admirado, envolvido em meu próprio lembrar.

Velho Aldo, meu pai, não gostava da Rádio Panamericana. Dizia que o dono, Paulo Machado de Carvalho, fora o diretor do São Paulo que engendrou a história de tomarem o Parque Antarctica do Palmeiras, nos idos de 40. Mas, o pai, vez ou outra, ouvia a Pan por causa do Carsughi. A quem chamava de “o Italiano que entende tudo de futebol e corrida de carros”.

Foi no embalo do rádio de casa que aprendi a gostar de Carsughi, a voz pausada, o inconfundível sotaque italiano, o rigor e a sensatez nos comentários.

Descobri, lendo as mensagens de ontem, que esses eram atributos naturais no jornalista. Acrescente-se a proverbial elegância no falar e no vestir. Soube que prezava a coleção de gravatas de seda italiana que possuía.

A propósito, naquele dia, entre os afazeres de algum programa que participaria, Carsughi estava impecável, num costume cinza claro, camisa branca a exibir uma belíssima gravata de um azul tão suave e bonito, mas tão bonito que hoje imagino só vi igual numa manhã ensolarada em que visitei a Toscana…

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