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A ameaça

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Passo distante das polêmicas do fim de semana.

Se o atacante Jô deveria ter confessado ao juiz que marcou com a mão o gol que deu a vitória ao Corinthians contra o Vasco;

Se Neymar deveria chutar ao pênalti a favor do PSG no lugar do cobrador oficial, o uruguaio Cavani;

Se Anita, a cantora, deveria ou não substituir Lady Gaga no palco do Rock in Rio;

Longe de mim qualquer opinião formal sobre tão relevantes temas. Pelo alarido que provocam nas redes sociais e na mídia, fico a imaginar que o mundo pode parar de girar se não chegarmos a um bom termo.

II.

Outra polêmica – ou bravata? -, sim, me tira o sono.

Foi a fala do tal General Mourão em palestra realizada em Loja Maçônica, em Brasília. Segundo ele, os militares estão atentos. E, durante o pronunciamento, por três vezes ressaltou “a possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições”.

– Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso.

III.

Ao longo desses 32 anos em que, supostamente, vivemos a utopia (não realizada em sua plenitude) de nos entendermos como um país democrático e contemporâneo, achei que a ameaça de uma intervenção militar era descabida, não existia.

Estava mais ou menos seguro disso.

Nos últimos três ou quatro anos, chega a me surpreender o quanto esse discurso do retrocesso
volta à tona – e, tristemente, ganha novos adeptos em vários segmentos sociais.

Ora alguém fala uma bobagem aqui. Ora um grupo estende uma faixa ali, no meio de uma desenxabida manifestação. Ora alguém deita falação e elogios a ícones da tortura de então.

Ora, ora, ora…

IV.

A fala do general foi repudiada veementemente por vários setores progressistas da sociedade. Mesmo dentro da instituição militar, houve vozes dissonantes. Felizmente.

“Não há qualquer possibilidade de intervenção militar” – disse o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, a O Estado de S. Paulo.

Mesmo assim, preferiria não ter ouvido o que ouvi…

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