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Cadeira de balanço

Por que hoje é domingo…

Trago-lhes um brevíssimo trecho da apresentação do livro Cadeira de Balanço, coletâneas de crônicas de Carlos Drummond de Andrade, lançado pela Livraria Editora José Olympio, nos idos dos anos 60.

Meus cinco ou seis fiéis leitores cobram por vezes que discorra por algumas temáticas.

A tensão nos países do mundo árabe, a partir do fim da ditadura no Egito, por exemplo.

Já esbocei algumas tentativas de explicação, mas nenhuma tão perfeita como a que li dias desses na obra deste mineiro de Itapira, um dos grandes nomes da nossa literatura:

“A cadeira de balanço convém particularmente ao cronista que não é um provocador dos fatos, mas espelho deles – espelho que se permite selecionar as imagens refletidas, pois nem tudo merece ser cronicado, e às vezes as coisas exigem mais do que isso, reclamando o ensaísta ou o articulista especializado.”

Drummond manteve na Rádio do Ministério da Educação um programa aos domingos, com este título “Cadeira de Balanço” – e explicava a origem do nome assim:

“Esta minha cadeira de balanço austríaca é mineira legítima. Mineiro é o balanceio calmo que ela imprime ao corpo, às ideias, aos sonhos. Não dá para adormecer. Favorece o estado contemplativo-meditativo, isento de ambição, de amargura e de pressa.”

Êta, sapiência, sô…

É por aí que tento levar meu humilde blogar.

Porque hoje é domingo e, por vezes, como ensinou o poeta, a vida precisa mesmo de uma pausa.

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