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A pauta

Hoje pela manhã, grupo de estudantes do último ano de Jornalismo me procurou.

Está em dúvida quanto à temática do Trabalho de Conclusão de Curso que pretende desenvolver ao longo deste ano.

A ideia é trabalhar com jornalismo policial.

Fazer um livro-reportagem.

O TCC é o primeiro trabalho autoral da garotada.

As dúvidas e angústias, via de regra, fazem parte deste momento inicial; quando não, se projetam ao longo do percurso. Até que, em novembro, depois de muita transpiração, pesquisas documentais, leituras, entrevistas e produção do texto, eles entregam a obra que vai para a banca examinadora e lhes garante a aprovação e o bacharelado em jornalismo.

É uma bela experiência.

Costumo dizer que quem entra para valer nesse processo, e cumpre as etapas todas com rigor e empenho, cresce muito como profissional e sai da faculdade apto a enfrentar o desafio do fazer jornalístico seja onde for.

Esses primeiros passos, no entanto, são vitais.

A certa altura da nossa conversa, veio à tona o odioso assassinato da garota Vanessa, de 26 anos, ocorrido semanas atrás, com requintes de extrema crueldade.

Não sou especialista nessa área, mas assim, de relance, enumerei uma dezena de casos em que a mulher acaba sendo barbaramente vitimizada por motivos absurdamente torpes, como se ainda vivêssemos à época das cavernas.

Para ficar naqueles de maior repercussão junto à mídia, cito aqui o caso de Elisa e do goleiro Bruno, o sequestro e morte da menina Eloá (um trágico reality show), o jornalista Pimenta Neves que assassinou a ex-namorada e continua em liberdade, o promotor público que matou a mulher grávida, entre outros de triste lembrança.

Um pouco mais distante no tempo, a realidade invadiu a ficção, com o bárbaro assassinato de atriz Danielle Perez, cometido pelo também ator Guilherme de Pádua.

Lá nos antigamente lembro o rumoroso caso de Dana de Teffé e o advogado Leopoldo Heitor (acusado de matá-la, mas que não foi condenado porque o corpo nunca foi encontrado) e o do playboy Doca Street, assassino confesso da namorada Ângela Diniz, crime cometido nas altas rodas de Cabo Frio, Rio de janeiro.

Enfim…

Desconfio que lhes passei uma pauta – e tanto. Com amplo campo para pesquisa e apuração dos fatos. Até porque, se olharmos atentamente, veremos que a impunidade – dada a fragilidade de nossas leis – permeia muitos desses tristes acontecimentos.

E isso, convenhamos, tem de mudar.

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