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Centenário do Mestre Ziza

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Foto: CBF/Arquivos

Vamos reverenciar Mestre Ziza.

Zizinho, o ídolo do garoto Edson Arantes do Nascimento (melhoras, Pele!).

O melhor da Copa de 50, querídolo do Flamengo, Bangu e São Paulo.

Onde jogou fez História.

O cidadão Tomás Soares da Silva completaria ontem 100 anos.

O Brasil é um país sem memória.

Que lamentavelmente despreza o próprio passado.

Se falarmos do Planeta Futebol, então, parece que há um complô para derreter fatos e personagens.

Verdade verdadeira.

Tudo o que veio antes dos registros da TV e agora os da internet, não merece o devido reconhecimento.

Caso específico – e não único, infelizmente – do saudoso Mestre Ziza (1921/2002).

Uma fragorosa derrota que pesa sobre nossa identidade futebolística, esportiva e cultural.

Verdade triste, e verdadeira.

Não vi  Zizinho jogar.

Todas as referências que tenho dele são de leituras, uma ou outra raríssima imagem de arquivo e, sobretudo, das acaloradas escaramuças da italianada do Bar Astoria, na rua Lavapés, ponto de encontro do pai e seus amigos do bairro operário do Cambuci, em São Paulo.

Jogavam Patrão e Sotto, tomavam todas (as garrafas vazias de cerveja iam se acumulando sobre o balcão de mármore) e discutiam futebol.

Era uma prosa inconclusiva e divertida.

Imagine uma mesa recheada de italianos e descendentes de…

A coisa era brava, mas acabava inevitavelmente em nostalgia e cantoria.

Che bella cosa na jurnata ‘e Sole

N’aria serena doppo na tempesta…

Onde entra Mestre Ziza nesse bau de recuerdos?

Explico.

Foi Pelé, pós-Copa do Mundo de 1958, que consolidou o conceito de Rei do Futebol, primeiro e único.

Se bem me lembro, não havia consenso a princípio.

Mas, Pelé deu uma ajeitada nas querelas de então.

A conquista do nosso primeiro título mundial era um argumento imbatível.

Antes do Rei, lembro bem, era uma debate sem fim e sem vencedor (como, de praxe, o é sempre que se mistura opinião e futebol).

Havia muitos candidatos à coroa.

Entre os mais citados: Leônidas (o Diamante Negro), Júlio Botelho (que jogava na Itália), Jair da Rosa Pinto, Doutor Rubens, Cláudio Cristóvão Pinho, Luisinho (o Pequeno Polegar), Baltazar (o Cabecinha de Ouro), Dida (camisa 10 do Flamengo), Canhoteiro, Didi (considerado o melhor da Copa de 58) e o jovem José Altafini (Mazzola).

Os mais antigos falavam em Araken, Domingos da Guia, Bauer, Heleno de Freitas, Ademir de Menezes…

Mestre Ziza, de longe, era o mais votado.

Acabara de ser campeão paulista pelo São Paulo, em 1957.

Zizinho tinha 38 anos.

“Comeu a bola contra o Corinthians”, dizia meu pai que, relutante, achava o palmeirense Mazzola o melhor de todos.

(Temeroso, não queria ver o filho de 7 anos torcer pra outro time. Vai que…)

Faço esse registro – e já me penitencio.

Só fui saber da efeméride porque o amigo Olívio Pitta (que insisto em ter como um dos meus imprescindíveis cinco ou seis leitores) fez o alerta.

Pitta foi craque de bola.

Jogou no Corinthians, Sport Recife, Portuguesa nos anos 70 e qualquer coisa dos 80.

Mas, eu já o conhecia do varzeano Zunzum e do Clube Atlético Ypiranga.

Quem viu viu.

Pitta participou do documentário Zizinho: 100 anos que a ESPN produziu e levou ao ar ontem, às 22h30.

Ele teve Mestre Ziza como treinador quando participou da seleção brasileira que disputou o pré-olímpico de 1975.

Deu um depoimento sincero.

Bom vê-lo bem, amigo!

Valeu.

Um adendo:

Quem puder, assista a reprise do documentário. Muito bom.

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