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Dunga e Maradona

E fez-se a luz no fim do túnel para Brasil e Argentina.

Consta que:

Dunga é um bom moço.

Maradona, nem tanto.

Os dois foram campeões do mundo por seus respectivos países.

Marcaram épocas.

De forma distinta, é bem verdade.

Dunga nomeou uma “era” que muitos preferem esquecer.

Contradiz a malemolência e o futebol arte.

Maradona é endeusado na Argentina.

O melhor de todos os tempos.

De todas as eras.

De todo o sempre.

Dunga sempre conviveu com a crítica ácida.

Contundente. Ele desconfia que o perseguem..

Maradona só recebeu elogios.

Mesmo quando se afundou nos desvãos da vida.

Venerável, Pibe.

Consta que:

Os dois assumiram como técnico das seleções de seus países.

Ambos desacreditados.

Estreavam na função. Que, diga-se, é ingrata e não permite vacilos.

Outro fator:

Dunga foi apenas um bom jogador.

Dedicado, sério.

Disciplinado.

Maradona foi um craque fora de série.

Extraordinário, imprevisível.

Maluco-beleza.

Apesar da desconfiança, Dunga montou um time correto.

Que, à sua imagem e semelhança, não encanta.

Vence.

Classificou-se para o Mundial com três rodadas de antecedência.

Tudo nos conformes dungueanos.

Sob olhares complacentes, Maradona não montou time algum.

Sua imagem à margem do gramado, era a atração.

Valeu mais do que a atuação dos argentinos faziam em campo.

A Argentina vai à Copa – mas, quase não chega lá.

Consta que:

Ontem, os dois se julgavam técnicos vitoriosos.

E assim foram para as respectivas entrevistas coletivas.

Dunga enfrentou os repórteres com certo cinismo de quem pensa:

“Vocês não sabem do que estão falando.”

Maradona soltou os cachorros em cima dos jornalistas.

Mandou que fossem e tomassem e…

Bem, deixa pra lá!

Esqueceram que não falavam unicamente para “os periodistas”.

E, sim, para o distinto público dos distintos países que se dizem honrados em representar.

Podem ter lá suas razões – e acho mesmo que têm.

Os jornalistas falam demais, escrevem demais, criticam demais, noticiam demais.

Mas, querem saber?

Os dois me pareceram tão tolos.

Destoavam do momento pleno de felicidade que todos viviam, inclusive os jornalistas; no fundo, os maiores torcedores.

FOTO NO BLOG: Jô Rabelo

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