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Em nome do Clima e da Ciência

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Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real

Senta que, antes do assunto do dia, lá vem história.

O refúgio de sempre: memórias da velha redação de piso assoalhado e grandes janelas para a rua Bom Pastor.

Naqueles idos e vividos, era assim,,,

Toda vez que um dos nossos (jovens repórteres) chegava entusiasmado por esta ou aquela nova paixão, este aquele enrosco amoroso ou mesmo à devanear sobre as emoções da noite anterior, Nasci, nosso mestre, sorria complacente a se fazer distante das emoções narradas.

Veterano de outras paragens, a bordo do inseparável cachimbo, dizia em tom nostálgico e brincalhão entre uma e outra baforada:

“Já fui bom nisso, rapaziada!”

Anos depois assisti ao show de Jair Rodrigues ao lado dos filhos Jair de Oliveira e Luciana Mello.

Era um espetáculo que fazia reverência a não sei quantos anos de carreira do velho e sorridente Cachorrão.

Lá pelas tantas, Jair mostrou toda sua verve de bom sambista ao interpretar o clássico Se Acaso Você Chegasse.

No meio da canção, entre um verso e outro de autoria do grande Lupicínio Rodrigues, sapecou a mesma expressão, sem perder o ritmo e a bossa:

De dia me lava a roupa

De noite me beija boca

(Já fui bom nisso!)

E assim nós vamos vivendo de amor

Meus caros e raros, não sei se um dia fomos bom na coisa.

Pelo que ouvi, nesses dias, dos especialistas em Meio Ambiente, estávamos nos esforçando para chegar lá.

Ao menos, andávamos nos conformes. A combater o bom combate.

Sei que hoje começou a Cúpula do Clima liderada pelo presidente americano Joe Biden. Com ampla repercussão entre os líderes mundiais.

Inclusive, os nossos.

Eles terão três minutos para falar dos feitos e, sobretudo, dos desfeitos no combate ao desmatamento e a defesa da Amazônia.

Não creio que usem a frase, emblemática, que bem define tais políticas:

“Vamos passar a boiada”.

Olhem que, se assim for, ainda lhes sobrará em tempo o que lhes falta em credibilidade.

O mundo contemporâneo (e a nós também, por extensão) os vê como abominável ameaça.

Mas, “desesperar jamais”, diz a canção.

Ainda há os que resistem e lutam – e são muitos e mais a cada nova manhã

Um exemplo:

Nesta terça-feira (dia 20) foi divulgada a Carta Aberta aos Cientistas do Brasil e ao povo brasileiro.

Recebo uma cópia da amiga Leila Kiyomura.

Sugere que eu compartilhe.

Sem dúvida, uma oportuna sugestão de pauta:

“Ao desmentir a ciência, Bolsonaro não somente fere a comunidade científica, mas toda a sociedade brasileira: são diários os recordes de mortes pela covid, dados da Fiocruz indicam, por exemplo, a circulação de 92 cepas do coronavírus no Brasil, o que torna o país uma gigantesca fábrica de variantes; para além temos ainda os impactos sobre o meio ambiente, povos tradicionais da Amazônia e no clima global.”

Destaque: o documento foi subscrito por 200 acadêmicos de renome internacional (incluindo três ganhadores do Nobel) em protesto à política destrutiva da Ciência e do Conhecimento do atual governo.

Leia AQUI a íntegra do texto.

Feito, amiga.

Minha humilde contribuição.

Certa vez, em meio a uma conversa de desalentos, outro amigo, o Prof. Nicanor, salvou aquele fim de tarde e o ânimo da nossa rapaziada:

– Nunca se esqueçam que Freire (Paulo Freire, o educador) consolidou o verbo ‘esperançar’.

É o que nos resta.

Esperancemos, pois.

Com fé em Deus e nas novas gerações.

MPB em Destaque

Produzi um programa de rádio nos idos de 80 com o título acima. Pesquisava preciosidades para mostrar aos, então, amigos ouvintes. Ontem repeti o expediente de procura (agora facilitado pelo You Tube). Tentei que tentei, mas não encontrei a gravação de Jair para o samba citado no texto.

Em compensação, dei de olhos, cara e coração com esta maravilhosa preciosidade: Ciro Monteiro, batucando na caixa de fósforo, em impecável interpretação do samba de Lupicínio.

Reparem quem o acompanha, e lhe é só sorrisos: Elke Maravilha na flor e na beleza de seus 20 anos.

Old times, como diria o Nasci.

 

 

 

 

 

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1 Response
  • Leila Kiyomura
    23, abril, 2021

    Obrigada Rodolfo pela força…a ciência brasileira merece e os estudantes do mundo inteiro precisam acreditar que existe um futuro sob a luz da verdade, ética, conhecimento, solidariedade e paz .
    Abraço a todos

    Leila Kiyomura

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