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Retrato do Brasil

“Exerço uma das profissões mais dignas do mundo, com salário miserável. ”

“Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede. ”

“Somos agredidos verbalmente de forma cotidiana. Fomos [os professores] relegados ao abandono de muitos governos e da sociedade. Somos reféns de alunos e de famílias que há muito não conseguem educar. Esta é a geração de cristal: de quem não se pode cobrar nada, que não tem noção de nada. ”

“Estou estarrecida. Certas pessoas estão escrevendo [nas redes sociais] que eu merecia isso, por meu posicionamento político de esquerda, de feminista. Na sala de aula é uma coisa, mas nas redes sociais, tenho todo o direito de me expressar. ”

“Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacerada por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacerada por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem. ”

“Já atingiram o meu olho, mas não vão me calar. ”

(*) Trecho do depoimento da professora Márcia Friggi, de 51 anos, agredida em plena sala de aula por um estudante de 15 anos, em uma escola em Santa Catarina. Triste retrato de um País sem rumo, sem sonho, e abrindo mão da esperança…

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