Nappi, então presidente do CAY, na homenagem ao goleiro Barbosa, da Copa de 1950/Divulgação
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E o amigo Roberto Nappi se foi…
O Amândio e o Almir me passaram a triste informação na noite de ontem.
Imagino que estavam tão surpresos – não sei se esta é a palavra certa, adequada – como eu.
Foram lacônicos na mensagem compartilhada que me encaminharam:
“Hoje perdemos mais um amigo. É com tristeza que comunico o falecimento do Roberto Nappi”.
E nada mais disseram.
E nada mais perguntei.
E nada mais precisava ser dito.
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Alguém disse certa feita – e, confesso, não lhe dei ouvidos: “quando um bom amigo se vai é um tanto de nós que se vai com ele.”
Creio que é bem por aí que ficamos os três. Cada qual em seu canto a rememorar a lembrança do cordato Nappi em nossas vidas.
Ele foi presidente do Clube Atlético Ypiranga.
Atualmente, fazia parte do Conselho.
Nos anos tantos que andei por lá, o Nappi era o camisa 10 do time de Veteranos que jogava nas noites de sextas-feiras.
Bons tempos, aqueles!
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A bem da verdade, creio eu, a história do Nappi e do CAY se entrelaçam lindamente. Basta falar de um para lembrar do outro – e vice-versa.
Há tempos eu não o via. Deixei de ser sócio do clube, a vida me enredou por outros caminhos e assim os anos – 20, 30, não sei – se passaram.
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Para minha honra, o Nappi, mesmo distante, se tornou um leitor do Blog.
Vez ou outra, ele se dava ao trabalho de repercutir o post/crônica do dia, sempre com a gentileza e o carinho que lhe foi marca registrada vida afora. Fazia o comentário no meu zap. Era um apaixonado pelas coisas do clube, do bairro do Ipiranga e do futebol.
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Confiro agora no celular a última mensagem que recebi do amigo.
Foi na virada deste ano.
Ele me encaminhou o vídeo com a cena final do filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin. Uma cena, diga-se, icônica: Carlitos e a mulher amada caminham, lado a lado, por uma longa e sinuosa estrada, rumo ao horizonte.
Coisas do Nappi, o gentil.
Ele tinha 77 anos.
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Descanse em paz, amigo.
Que o Senhor ilumine sua jornada infinita.
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