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Um providencial cochilo…

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Gilberto Kassab (PSD) dorme durante o debate entre candidatos à Presidência da República/ Reprodução/Rede Sociais

Dou um sorriso ao ler o título da coluna Josias, no UOL:

“Quem dormiu antes de Kassab venceu o debate”.

Estou numa idade em que “ponto” para mim é letra.

Espero que me entendam.

Não assisti ao debate – e muito provavelmente não assistirei aos próximos. Também não me dei ao trabalho de ler o texto do comentarista político supracitado.

O título disse tudo.

Se o mentor e candidato a vice-presidente de um dos candidatos não resistiu às destemperanças da discurseira de três dos cinco presidenciáveis que ora se apresentam, imaginem, pois, o público geral!

Aproveito a ‘deixa’ do Josias, mas faço questão de esclarecer que não é de hoje que vejo essa forma de programa já superada pelo tempo pelo uso e o abuso. Quem os organiza – as emissoras de TV – emoldura a iniciativa como se fosse o pilar da democracia, o imprescindível confronto de ideias e projetos.

Sinto dizer, mas digo: não é mais assim – repito, e faz tempo.

Assim como acho ampla e plenamente dispensáveis as tais sabatinas (onde o jornalista, muitas vezes, posa de totem da moralidade, da justiça e dos bons costumes), os podcasts da vida (sempre enviesados em defesa de um ou de outro) entre outras parolagens francamente desnecessárias e/ou capciosa.

Tudo virou uma grande enrolação.

Ninguém está disposto a seriamente esclarecer nada, quer mais é confundir e tumultuar já turbinada (por tanta informação e contrainformação) a mente do incauto eleitor.

Tenho para mim que, embora as pedras ainda estejam rolando ribanceira abaixo, as opções especialmente para os casos majoritários – presidente e governador – já estejam bem definidos na cabeça da maioria das pessoas. Diria que noventa e muitos por ceto já sabem em quem vão votar – e se vão votar. Ou minimamente, já se posicionaram de um lado ou de outro.

Hoje os ditos processos comunicacionais são tão outros, tão muitos e variados, o jeito de fazer campanha é tão amplo, tão infinito e imprevisível que sempre nos surpreende.

Há sempre um parangolé digital ao nosso alcance no visor do celular.

Daí que, creio mesmo, que o jogo jogado da campanha – especialmente para deputados e senadores, se darão no multiplo aspecto interpessoal. Ainda que virtual, creio, estamos mais próximos e conectados. Um zapizinho ao pé do ouvido vai fazer a diferença.

Volto a falar dos debates…

Essa forma de programa teve lá sua importância lá nos idos da redemocratização do país. Após duas décadas de truculência e censura, entre 64 e os anos 80. Pouco – ou quase nada – sabíamos dos que almejavam ser representantes do dito, sempre acalentado e enganado povão, parlamentares e governantes.

É possível dizer que foram importantíssimos naqueles idos.

A propósito sobre o tema, tenho um alentado artigo publicado aqui no Blog:

Clique AQUI para ler (se lhe interessar, óbvio):

A HISTÓRIA DOS DEBATES NA TV

Tem passagens divertidas – e outras, diria, bem perniciosas.

Agucei sua curiosidade?

Pois então, esse era mesmo o objetivo dessas maltraçadas linhas.

De resto, lembro que o horário político recomeça na próxima sexta, dia 28.

Por favor, amadas e amáveis cinco ou seis leitores, me incluam fora dessa patacoada.

TRILHA SONORA

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