Foto: Vista aérea da parte central cidade/ Prefeitura de SBC
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20 de agosto. Feriado onde moro. Aniversário de São Bernardo do Campo. Vivo aqui desde 1979 ou 80 – e ainda assim não me sinto exatamente um sambernardense. Tanto que precisei ira ao Google para saber a idade certa da cidade – 473 anos.
Consta também que a Prefeitura preparou uma série de festividade para celebrar a data. Missa na matriz, desfile cívico estudantil na Marechal e outros treleles que sequer me dei ao trabalho de ler.
Como disse acima, não sou sambernardense raiz.
Gosto da cidade – e por aqui vou ficando, embora sempre que tento me entender parto do princípio de que sou um paulistano nascido e criado no bairro operário do Cambuci.
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Era criança ainda – devia ter uns 9 ou 10 anos -, o pai passava em casa para acompanhá-lo em uma “agradável” viagem. A fábrica em que trabalhava, pertinho de casa no Cambuci, a Tecidos Vetorazzo & Irmãos, abriu uma filial nos confins de São Bernardo do Campo (onde hoje é o Bairro do Demarchi). O Velho Aldo, uma espécie de faz-tudo, pilotava a possante Vemaguet da fábrica – e lá íamos nós buscarmos uma pena de peças de helanca, uns canudos enormes de cores variadas. Era o tecido da moda.
Diria que naquele tempo (virada da década de 50 para 60) São Bernardo era pouco mais do que uma aldeia, apesar dos primórdios da industrialização.
Desde sempre fui de ficar imaginando coisas, o pai dava trela – e me convencia a ir na pretensa viagem, com argumento irresistível:
“Vamos até a fazendinha! Depois a gente passa no restaurante das Colônias”.
Fechou. Topava na hora e com os olhos brilhando de alegria.
Não era preciso muito para me fazer feliz.
Old times…
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TRILHA SONORA
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Leila Kiyomura
22, agosto, 2026Old times…bom reviver. Mas continue colecionando bons momentos . Lindas lembranças.
Obrigada mestre no Jornalismo, na Literatura e na vida.