Foto: Leila Rodrigues/Arquivo
…
Nem por isso admito que me roubem a esperança.
O segredo? Simples. Não me prendo ao aqui e agora. Olho as contradições do passado, marcado por retrocessos e avanços. Quantas batalhas perdidas resultaram em guerras vitoriosas? E quantos imperadores, senhores da vida e da morte, dos Césares a Átila, o Huno; de Napoleão a Hitler; acabaram enxovalhados pela história?
Encaro o futuro em longo prazo. Sei que não participarei da colheita, mas faço questão de morrer semente.
…
* Recebi o artigo Roubaram a esperança, do Frei Betto, num grupo de amigos, com quem compartilhei meu texto de ontem (Muito além de Lula) no WhatsApp. Imaginei num primeiro momento que fosse coisa recente, referente às eleições. Só depois que pesquisei, tomei conhecimento de que o belo texto foi escrito em agosto de 2017 e publicado pelo “O Globo”, na coluna Espiritualidade. A narrativa do frei dominicano, jornalista e escritor revela-se ainda hoje oportuna. Tão oportuna e atual que não resisto ao impulso de transcrever alguns trechos e modestamente comentá-los aqui, no Blog.
…
Não creio em discursos nem amarro a minha esperança no paraquedas de algum avatar que promete salvação em curto prazo. Exijo programas e projetos, e julgo seus portadores por critérios rígidos. Procuro conhecer-lhes a vida pregressa, o compromisso com os movimentos sociais, sua ética e valores.
Sei que o futuro será o que fizermos no presente. Não espero milagres. Arregaço as mangas, convicto de que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
…
Frei Betto termina citando Quintana – e eu me convenço de que ainda há “um Luiz no fim do túnel”.
…
Como diz Mário Quintana em “Das utopias”: “Se as coisas são inatingíveis… ora! / Não é motivo para não querê-las… / Que tristes os caminhos, se não fora / A mágica presença das estrelas!”
…
CLIQUE AQUI para ler a íntegra do artigo “Roubaram a esperança”
…
TRILHA SONORA
…


O que você acha?