por Caetano Veloso
Jair Rodrigues é uma dessas poucas grandes coisas de que Brasil deve se orgulhar. Ele foi talento espontâneo e alegria genuína combinados ao respeito pelo que veio a ser o seu trabalho.
Jornalista
Jornalista
por Caetano Veloso
Jair Rodrigues é uma dessas poucas grandes coisas de que Brasil deve se orgulhar. Ele foi talento espontâneo e alegria genuína combinados ao respeito pelo que veio a ser o seu trabalho.
“Nessa época, Jair era muito amigo de outro grande cantor, Agostinho dos Santos. Toda quarta-feira eles se encontravam para jogar futebol. Jair era lateral-esquerdo. Agostinho, um bom zagueiro central. Diziam que repetia no campo o estilo elegante que o consagrou como um cantor pré-bossa nova.
Saiu a convocação.
Os 23 indicados por Felipão para representar o Brasil na Copa.
Sem graça pra caramba!
Nenhuma novidade. Tudo dentro do previsível.
Até porque se trocássemos uns doze por outros dozes,
Vejo o senhor caminhar pela calçada. Deve ter a minha idade. Pouco mais, pouco menos, por aí. Bermudão, chinelos, camiseta folgada, saquinho de pães em uma das mãos. A essa hora da manhã,
“É reconhecidamente importante para os regimes democráticos uma imprensa livre, independente e forte. Dir-se-ia mesmo que, por meio do chamado quarto poder, a Nação pode dar sinais de vida e realização.
Diego Cavalieri ou Victor?
Maicon ou Rafinha?
Dedé ou Miranda?
Fernandinho ou Lucas Leiva?
Lucas ou Hernanes ou Robinho?
Quais as escolhas dos meus caros cinco ou seis leitores se ostentassem um belo bigode,
“Em briga de elefantes, quem sofre é a grama”.
A frase é emblemática e se ajustou perfeitamente para definir em que condições foram presos, torturados e um deles assassinado,
Participei de três palestras para estudantes de jornalismos nos últimos dias.
Plateias distintas, temário diverso, em todas elas apareceu, na sessão de perguntas, a mesma inquietação: haverá Copa no Brasil?
Trabalhamos sob tensão naquela semana.
O jornal sairia na sexta. Tínhamos, portanto, algum tempo para preparar as páginas – duas – sobre o ocorrido na manhã de domingo e a repercussão da tragédia.
Entendo como obrigatória a leitura da coluna de Ruy Castro (‘Pessoas Dentro das Fardas’) que hoje a “Folha de S. Paulo” publica em sua página 2 e que, para a qual,