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Hoje tem espetáculo?

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Tem um circo perto de casa.

Via, numa dessas tardes, quando errei o caminho e precisei passar perto do Ginásio Poliesportivo. Logo atrás, numa área descampada, tomei até um susto quando vi aquela lona colorida, os caminhões e os cartazes que anunciavam:

“O circo chegou…”

II.

Foi um susto bom, é bom que se diga.

No ato, aquela imagem me remeteu aos tempos de menino.

Os palhaços da época – Piolim, Torresmo e Fuzarca, Pimentinha e Arrelia. Trapezistas, malabaristas, a bandinha, o domador de leões. O mestre de cerimônia:

“Respeitáaaaavel público”.

O mágico – e as mulheres do mágico, com seus biquínis cavados.

Eram lindas. Ao menos, para o eu olhar de garoto sonhador, eram verdadeiras deusas.

III.

O que faz uma lona colorida na imaginação da gente da minha idade?

Quando meu filho era garoto, nós o levávamos, sempre que possível, aos circos que apareciam nas imediações. Ou mesmo, aos que eram mais afamadinhos.

Meu olhar era outro.

Minha alegria era vê-lo deslumbrar-se com as atrações da hora.

“E o palhaço o que é?” – perguntava o mestre de cerimônia.

E o garoto, no meio da plateia, a gritar em coro:

– É ladrão de mulher!

IV.

À essa época, os circos tradicionais já apresentavam lamentável declínio.

A modinha passou a ser os megas espetáculos, com pegada de circo, mas com respaldo de ampla estrutura empresarial, tipo Circo do Soleil.

Não era a mesma coisa. Ganhava em suntuosidade, em cenografia, perdia no que tange à autenticidade.

Alguém, certa vez, numa festa de família, fez a comparação que achei razoável:

– São como as escolas de samba de hoje para as de antigamente. O samba e o povão ficam em segundo plano…

V,

Aproveito o 27 de março, o Dia do Circo, para fazer essa reverência aos artistas circenses e a tudo o que nos proporcionam ao longo da vida.

“Encantamento”, talvez seja a palavra-chave deste universo que, queiramos ou não, ainda nos envolve.

O pai, aliás, tinha uma definição bem legal para nossa existência:

– A vida é um circo! – dizia ele quando tudo parecia descambar.

Hoje tem espetáculo?

Tem, sim, senhor!

*(foto: jô rabelo)

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