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A ‘breganha’

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Um causinho à toa, mas que mostra a (in)certa tendência para o lado que segue “o trem da minha vida”.

Perdoem-me o tom confessional. Desde a origem, penso que este humilde Blog tem, sim, a proposta de ser um diário de bordo.

La nave va…

E vou registrando aqui avanços e recuos, alegrias e aflições, vontades, querências e memórias. Que, certo ou errado, desconfio ser esta a sina de um escrevinhador “a pedir paz nos desaventos”.

II.

Vamos à história…

Há um bocado de anos, meu filho foi à festa de casamento de um amigo dele e lá distribuíram uns badulaques no final da festa. Na hora do carnaval. A hora do salve-se quem puder, todo mundo meio que mamado e soltando a franga.

Os berloques variavam: chinelos (para mulherada sair do salto), óculos coloridos, perucas exóticas, apitos, cornetas e outros tantos adereços.  O filho pegou um chapéu que imita o estilo dos chapéus panamás, bem chinfrinzinho, bem legalzinho. Aba curta.

III.

Tomei a bumba (esta expressão é do tempo do Cambuci, aviso logo) pra mim assim que o vi. Não é que o tal se encaixou bem na minha cabeça.

Toda vez que viajo para um lugar de sol levo o danado comigo e fico com ele o dia todo.

Entro na piscina, no mar, faço meus bordejos e não tô nem aí…

O danado protege a pronunciada calvície que alonga minha testa e arredores.

IV.

No feriado passado, fui bater ponto em São José do Barreiro, uma das cidades históricas do Vale do Paraíba, ao pé da Serra da Bocaina.

Óbvio, levei o dito comigo.

Estava ali na manhã de sol quente fazendo uma hora na praça (foto) quando um senhorzinho que não conheço perguntou se eu queria “breganhar” meu chapéu com dele.

V.

Ôia…

Vi que era uma brincadeira, uma forma de se aproximar para prosear um tantinho.

O homem tinha um desses chapeões de caubói de fazer inveja ao Roy Rogers.

Topei a parada e respondi, também em tom de piada, que sim.

Antes salientei que o dele era mais novo e bem mais bonito.

Como resposta tive um “aêeee caboclo” complementando  com um “bom dia” sincero e gostoso de ouvir.

Não trocamos os pertences, mas ficou o gesto de simpatia e atenção.

VI.

Acordei manhoso nesta segunda, apreensivo com os compromissos da semana – e sem nenhuma alma boa e leve pra me dar ‘bom dia’ e dizer:

– Aêee caboclo! Vamos em frente que atrás vem gente…

[

Nota do blogueiro: o correto em português é barganhar, que significa troca, permuta. Usei a expressão que ouvi do senhor, pois achei mais adequada e cabível.

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