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A vacina, as eleições e o Natal

Foto: Patrícia Cruz

Recebo a news-letters do prestigioso jornal:

“A Anvisa anunciou na noite desta segunda-feira a suspensão dos estudos clínicos da Coronavac, vacina produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, do Governo de São Paulo. A medida teria sido tomada após o registro de um “evento adverso grave”, que segundo apurações do EL PAÍS não está relacionado à utilização da vacina. Carla Jiménez e Gil Alessi explicam que o fato de a agência não ter avisado o Butantan, como seria de praxe, levanta especulações sobre a natureza da decisão. A vacina tem sido objeto de disputas políticas entre o Governo paulista e o Palácio do Planalto.”

Horas depois, confiro no portal:

“A morte que causou a suspensão das pesquisas da vacina CoronaVac foi o suicídio de um voluntário de 33 anos ocorrido em 29 de outubro, segundo apurou o UOL. O caso foi usado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para interromper as pesquisas da vacina que eram lideradas pelo Instituto Butantan”.

Consta que, entre uma notícia e outra, o presidente pespegou a seguinte pérola nas redes sociais.

“”Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória quer obrigar todos os paulistanos a tomá-la. Mais uma vez Jair Bolsonaro ganha.”

Lamento e deploro.

Degradante.

Até quando viveremos sob o tacão da mesquinhez e do oportunismo eleitoral.

Olaiá.

Nada de novo abaixo da Linha do Equador.

É bem verdade que também ao norte a coisa toda anda distante da sensatez e do juízo.

Vejam essa que li no G1:

“Líder republicano do Senado não reconhece Biden como presidente eleito.”

Birra de maus perdedores.

Resumo da ópera:

Tanto lá como cá, quem é é…

Quem não é não se conforma.

Dane-se o resto.

Que, diga-se, somos nós, a sociedade.

Voltemos ao nosso rincão que, um dia, se autoproclamou “O País do Futuro”.

Hoje convive com o retrocesso e as trevas do negacionismo.

Neste domingo teremos eleições municipais.

Confesso que não me lembro de tamanho desencanto diante das escolhas que farei na urna.

Dizem que o pleito é uma mostra do que pode acontecer em 22 na eleição presidencial.

O Amigo da Onça me informa, todo cheio das intenções, que Moro, Dória e o apresentador Luciano Huck estão articulando uma frente para derrubar o atual ocupante da cadeira presidencial.

Pergunto, então, que o Amigo me esclareça algo que ando um tanto desmemoriado ultimamente.

Quem esses notáveis senhores apoiaram na campanha de 2018?

Pois é…

Respondeu pra você? Não. Nem pra mim.

Mas, entendi a estratégia.

Moro, Dória, Huck e outros do mesmo espectro de interesses criaram o problema.

E que problema!

Agora querem posar como solução!

De qualquer forma, vamos às urnas, amigos.

Que o voto consciente é a única arma capaz de solidificar uma democracia que alcance e dignifique todo o povo brasileiro.

Além do que, e para encerrar, ontem saí à varanda para conferir se havia estrelas no céu.

É assim nessa quarentena, criamos hábitos nunca antes imaginados.

A noite estava escura, nebulosa. Opaca.

Brilho mesmo só há uns 600, 700 metros do prédio onde moro no 19° andar.

São as luzes da fachada ornamentada de um shopping onde ia todo o fim de tarde para tomar um café,

Até esqueci que o tal existe e, pelo que vejo agora, ainda resiste e almeja.

Pois é, amigos, aí vem o Natal de um ano que certamente gostaríamos fosse bem diferente.

Mas, é o que temos – e podemos.

Natal, tempo de esperanças renovadas.

Tempo de fé…

Que a vida continua – e ainda bem que assim é.

(Firmeza nos propósitos, acreditem, podemos melhorar.)

 

 

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