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Duas canções e o repórter

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Uma história que ouvi tempos atrás, e faz todo o sentido. Lembrei-me dela por um motivo que mais à frente lhes conto.

Por enquanto, vamos aos fatos ou à lenda, a gosto do leitor.

Só registrando que têm a ver com o post de ontem. Aquele das canções.

Dizem que Milton Nascimento ao ouvir, pela primeira vez, a canção Ebony And Ivory, do beatle Paul McCartney, nos idos de 82, ficou encantado e algo jururu a perguntar a si próprio:

– Como não fui eu que fiz?

A letra fala da harmoniosa convivência entre as teclas brancas (ivory/marfim) e as pretas (ebony) na sonoridade de um piano.

Diz o refrão:

“Ébano e marfim vivem juntos

em perfeita harmonia

lado a lado no meu piano,

ó Senhor, por quê não nós?

Todos sabemos

que as pessoas são as mesmas

onde quer que formos”.

É mesmo uma linda alegoria que propõe a integração racial entre brancos e negros em um mundo igualitário e harmonioso.

Para dar um sentido ainda mais vivo à esta viva proposta, Paul convidou Steve Wonder para participar da gravação original.

Do limão fez-se a limonada em plagas de Belô.

A partir dessa canção – e tendo como parceiro o também mineiro Tunai -, o nosso Bituca fez a linda Certas Canções que poeticamente discorre sobre esse sentimento de identificação, digamos, num tom de assombro e cumplicidade:

“Certas canções que ouço

Cabem tão dentro de mim

Que perguntar carece:

Como não fui eu que fiz?”

A música foi gravada no disco Anima, também de 1982.

História real ou lenda, tanto faz.

O fato é que me lembrei dela ao receber, num grupo de zap, o vídeo com a contundente análise que o jornalista Bob Fernandes faz da atual conjuntura do Brasil bolsonariano.

Guardada e ampliada as devidas (e infinitas) proporções, cheguei mesmo a repetir, cá com meus combalidos botões, a pergunta do Bituca:

– Como não fui eu que fiz?

Mas, logo acionei o meu ‘semancômetro’ para a óbvia resposta:

Estou há anos luz deste que é um dos grandes repórteres do nosso tempo.

A reportagem está no Canal do You Tube que Bob Fernandes inaugurou recentemente. Vale à pena visitá-lo. No entanto, faço questão de divulgá-la aqui, com os devidos créditos, óbvio. Trata-se de uma questão de supremacia do interesse público, como dizem os doutores advogados.

Assistam/reflitam:

 

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