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Ben Jor, 75 anos

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Foto: Divulgação

Ben Jor  completa hoje 75 anos.

É o que ele diz – e eu não vou contrariar.

Lembro que, quando a Imprensa incluiu o nome dele ao reverenciar com altas reportagens os 70 anos da turma de 1942 (Caetano, Gil, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Edu Lobo, Tim Maia), o carioca do bairro do Rio Cumprido bronqueou:

– Peralá, rapaziada, sou de 1945. 22 de março.

Ops…

Quem sou eu pra duvidar do meu ídolo-mor na música popular e, por que não?, na vida.

Jorge Duílio Lima de Menezes que se transformou em Babulina, depois em Jorge Ben e, desde 89, é o Ben Jor de todas as gerações.

Para Caetano, ele nunca fez uma música triste.

Sempre deixa uma esperança a reluzir no horizonte.

Inesquecível para mim foi a primeira vez que ouvi uma música benjorniana.

Foi Chove Chuva, com aquela introdução refinada.

Os versos simples a pontuar um ritmo que não era bossa, não era samba, não era jazz.

Era um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Mas, principalmente já trazia a indelével marca de outro gênio da MPB.

África/New Orleans/Brasil.

A molecada da rua Muniz de Souza estava reunida em frente à venda do seo José quando o rádio tocou a canção.

Lembro o Darci, o renomado batuqueiro da Império do Cambuci, a nos intimar:

Silêncio aí!

Ouçam. Ouçam. Prestem atenção na batida do violão desse carioca.

Era mesmo diferente de tudo o que já tínhamos ouvido.

Mas, o que me impressionou foi a letra.

Tão simples, tão direta.

Uma sensação que aumentou ainda mais, semanas depois.

Ao ouvir Por Causa de Você, Menina.

Mas, você passa e não me olha.
Mas, eu olho pra voxê.
Você, não me diz nada.
Mas eu digo pra voxê.
Você por mim não chora.
Mas eu choro por voxê…

Havia até uma polêmica sobre a interpretação do ainda Jorge Ben.

Diziam que ele tinha a língua presa porque dizia ‘voxê’, e não ‘você’ no fim de cada frase.

Eu nem liguei.

Adorei a música e os versos.

Era tudo o que eu queria dizer para uma certa garota, a Lígia.

Ela não dava a mínima para mim.

Eu tinha dez anos…

Ou onze?

Ou doze?

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