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Marcos do jornalismo brasileiro

Foto: Reprodução

Como lhes disse ao término da crônica de ontem, gosto de assuntar sobre jornalismo.

Por óbvios motivos.

Os pessoais.

Que, aqui, pouco importam.

E os de caráter social, inalienáveis ao desempenho da profissão.

Jornalismo é missão.

Um exercício de humildade.

Dar voz e e vez a quem mais precisa na hora que mais precisa

(Tarefa árdua.)

Além do que, creio, o jornalista terá papel preponderante na difusão das informações no triste momento que vivemos.

Claro que é motivo de aplauso a chegada ao Brasil de um grupo comunicacional do porte da CNN.

Em nome da pluralidade.

Em nome da democracia.

Em nome da liberdade de expressão.

Não vejo problema.

Só assusta às outras redes de TV – um tanto acomodadas, eu diria, em seus projetos editoriais e, sobretudo, em interesses que nem sempre atendem aos princípios do bom jornalismo e, sim, às pretensões e negócios dos senhores donos das empresas.

No entanto, vamos devagar com o andor, como diria o Irmão Fidélis nas aulas do colégio marista do Cambuci.

Penso que a novidade não chega a ter a relevância de um marco histórico, “um divisor de águas”, como pretendem alguns envolvidos no projeto.

Ouço de alguns mais deslumbrados algo como:

– Haverá um Antes e um Depois da CNN Brasil.

Menos, Batista, menos…

(Lembram aquele personagem do Jô?)

O jornalismo brasileiro passou significativas transformações nos últimos 70 anos.

Tentarei resumi-las aqui – e assim amenizo um tanto a saudade dos dias em salas de aulas,

A partir do pós-guerra tem início o processo e modernização do jornalismo em terras brasilis que ainda andava preso ao ensaísmo e rudimentos do século 19.

Em meados dos anos 50, o Diário Carioca foi nosso primeiro jornal a adotar a estrutura do chamado lead para as redações jornalísticas.

Ou seja o primeiro parágrafo do texto deveri conter resumidamente as respostas às seguintes perguntas: O quê? Quando? Onde? Como? e Por Quê?

(Assim as narrativas ganhavam mais objetividade, clareza e coesão.)

Ainda nessa década, o Jornal do Brasil passou por uma drástica mudança em sua apresentação gráfica. Dividiu as páginas em seções – política, geral, esportes, cultura etc – e equacionou também por grau de importância a disposição das reportagens e fotos.

A efervescente década de 60, também no jornalismo, foi bastante rica.

As chamadas Grandes Reportagens ganharam espaço nas páginas da Revista Realidade (do grupo Abril, em 66) e do Jornal da Tarde (em 67, do grupo Estadão) – este, além do que, foi o primeiro veículo impresso pré-diagramado do país.

Outros marcos:

– A circulação da primeira revista semanal de informação, a Veja (também do Grupo Abril);

– O sucesso do semanário O Pasquim que juntou humor e um demolidor jornalismo de combate à ditadura e à hipocrisia social;

– O primeiro telejornal de âmbito verdadeiramente nacional, o dito-cujo Jornal Nacional, da Globo.

Os anos 60 terminam com a implantação do AI-5 – 13/12/1968 – e o tacão da censura e da repressão comendo solto dentro das redações.

Nem assim os jornalista se calaram.

Mas, isto é outra história que fica para uma próxima vez…

Amanhã.

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