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Dona Severina, aquele abraço

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Vou lhes contar hoje uma meia história.

Mas acho que vale à pena.

Perdoem.

Não sou íntimo dos personagens. Sequer os conheço.

Mas, vi a cena – e me emocionei.

Vocês sabem. Continuo com a mania de ficar imaginando coisas.

Pois é…

O que pude apurar, creio, já é suficiente pra essência do que quero contar.

E o que apurei?

Apurei que ontem foi aniversário de Dona Severina.

Mas, não foi um aniversário qualquer.

A senhorinha de cabelos embranquecidos, de feições nordestinas, completou 88 anos.

Sabem lá, caríssimos leitores, o que é isso?

Ela é, portanto, de 1931.

Pensem no tamanho dessa jornada.

Outro mundo, outra época. Quantas mudanças, quantas histórias essa alegre, sim alegre, Dona Severina viveu – e vive.

A vida, certamente, lhe trouxe percalços, tristezas. Mas, hoje, aqui e agora, esse tempo ficou pra trás.

Elá está, feito criança, superfeliz.

Acho uma bênção poder ver – e de alguma forma – participar da festa que os familiares e amigos lhe fazem.

Vejo à distância como se divertem.

Mas, a felicidade deles – todos de camisetas brancas, com a foto de Dona Severina estampada, também me faz sorrir.

Sou mais tolo do que o habitual quando vejo coisas assim.

Deixa eu contextualizar: não sou um dos convidados da festa.

Digamos que me sinto um privilegiado ‘penetra’.

É que essa turminha barulhenta resolveu homenagear Dona Severina, na tarde/noite deste domingo, sabem onde?

Nas arquibancadas do Allianz Parque.

Olha o inusitado da comemoração!

Talvez seja sua estreia num estádio, numa partida de futebol. Talvez…

Estou em outro setor, um gradil e 30 metros de cadeiras, nos separam.

Mesmo assim, compartilho com o pessoal a boa vitória do Verdão sobre o Fortaleza de Rogério Ceni, por 4×0.

Deu-se que a exibição do Alviverde, mesmo sob chuva grossa, só completou o cenário de festa.

Ao final da partida, o gran finale: a meninada – e Dona Severina no meio deles – vai embora a entoar um ritmado “Parabéns Pra Você”.

E cantam e dançam e batucam com palmas e com o que encontram pela frente.

Os torcedores, como eu, sem saber exatamente o que está acontecendo, vão no embalo. Engrossam a cantoria e a festa.

E lá vai a multidão, pelos corredores do Allianz Parque, a reverenciar Dona Severina e o milagre da vida.

O Planeta Bola e seus personagens. Sempre me surpreendem. Ontem felizmente foi para o bem.

Dona Severina, aquele abraço.

Que magnífica lição de vida!

 

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