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Feliz que só…

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Ilustração: Esporte Fera

….

“Palmeiras, minha vida é você…ê!”

Não há refrão mais adequado para definir onde cruzam minha vida, o futebol e, consequentemente, o Palmeiras.

“Ta feliz que só, hein!”

Recebo o zap da Lê, amiga que mora longe, nos Estados Unidos, minutos depois de a partida com o Vasco (1×0, Palmeiras) terminar.

Como soube?

Não sei.

Como se lembrou de mim, nesta hora e tão distante?

Muito provavelmente por causa das redes digitais e, principalmente, pelo meu fanatismo.

(…)

Logo em seguida chegam as congratulações do Tarquini, do Flávio, do Nicanor, do Fefeu, do amigo/irmão Júlio Veríssimo, da Leila e de tantos outros companheiros de bordo.

Inclusive, de amigos corintianos, acreditem!

São corintianos, mas são meus amigos.

(…)

Óbvio, natural, inevitável. Que durante a noite toda até as primeiras horas da madrugada, saboreio o blábláblá das mesas redondas esportivas e a cobertura do decacampeonato. Me divirto com as comemorações do título – o que dizem os jogadores (em especial o Deyverson, o menino maluquinho), o banho do Felipão, a festa dos torcedores, a chegada dos campeões em Guarulhos, o desfile em carro aberto e a muvuca em frente ao CT do Palmeiras.

(…)

Só lá pelas tantas, de olho no celular, me dou conta de que não respondi à gentileza da Lê. Só então me dou conta de outra mensagem que ela postou em seguida:

“De onde vem tanta paixão?”

Não soube como explicar. Nem a ela, nem a mim mesmo.

Mas, confesso que, enquanto assistia à programação esportiva diurna da TV, fiquei matutando sobre o assunto.

(…)

Tem a ver com o pai e o amor dele ao Palmeiras.

Tem a ver com italianada do Cambuci, jogando ‘patrão-e-sotto” e derrubando dezenas de garrafas de cerveja nas noites de domingo, no Bar Astória.

(A festa era de arromba quando o Palestra vencia os arquirivais.)

Tem a ver com o tio Nininho que me uniformizava de “Palmeirinha” ainda criança quando eu mal sabia caminhar.

Tem a ver com a tal árvore genealógica das famílias Martino, Avezzani, Chizolini e Leone que chegaram ao Brasil no início do século.

(É, digamos, uma tradição das famílias de origem italiana torcer para o Palestra.)

Tem a ver com o Mazzola, José Altafini Mazzola, o melhor jogador palestrino de então.

Tem a ver com o supercampeonato paulista, em cima do Santos de Pelé, em 1959.

(Eu vi o jogo pela TV Invictus, em preto e branco – e me imaginava o Valdir, o goleiro do Palmeiras. Quando o Santos chutava em gol, eu atirava a bola na parede e saltava para a imaginária defesa. Defendi um monte de chutes do Pelé e do Pepe.)

Tem a ver com o meu cunhado, o Waltinho, brilhante lateral esquerdo dos times da várzea do Glicério.

(Era com ele que ia ao Pacaembu ou ao Parque Antártica depois que o pai encerrou a carreira de torcedor nos estádios.)

Claro que tem a ver com tantos e tamanhos craques  que desfilaram, com a camisa do Verdão, por todo esse tempo…

(E até os não craques: ”Tonhão, Tonhão, Tonhão”)

(…)

Quanto tempo, amiga Lê?

Não sei lhe dizer, precisamente.

Desde que me entendo por gente, o futebol e, lógico, o Palmeiras são partes vitais da minha vida.

Sempre que viajo levo uma das camisas que tenho do Palmeiras. É praxe.

Agora, especialmente neste meu tempo de delicadeza, até que deveria ser mais racional, equilibrado e ficar distante dessas emoções todas.

O coração bate acelerado…

Mas, como posso?

Agora, tem a ver com o meu filho, a sobrinhada querida e – pasme, você – até com meus sobrinhos netos.

Domingo estaremos todos lá, no Allianz Parque, para festejar o décimo terceiro título nacional – seis Brasileiros, dois Roberto Gomes Pedrosa, duas Taças do Brasil e três Copas do Brasil.

(…)

Ah!, um adendo: a Maria Júlia não vai. Ainda não fez dois anos. Mas, na conquista do ano que vem…

LEIA também:

*Decademia de futebol

*Por que o Palmeiras é decacampeão. 

*Felipão, Deyverson e reviravoltas da vida

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