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Gilberto sempre Gil

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Foto: Divulgação

E lá vou eu falar de Gilberto Gil…

É que, confesso, sempre me emociona a dignidade com que o cantor/compositor baiano conduz sua brilhante carreira ao longo de quase 60 anos.

Era assim quando éramos jovens – e eu o entrevistei várias vezes e vi quase todos os seus shows por aqui.

É assim hoje.

Gil está com 77 atualmente.

E eu estou a caminho.

Toc, toc, toc…

Ontem Gil encerrou a turnê brasileira de Ok, Ok, Ok – seu mais recente trabalho – com show na Concha Acústica, em Salvador, Bahia.

Aonde mais poderia ser?

A apresentação teve direção-geral do filho, Bem Gil e, além do repertório do disco homônimo, Gil desfilou alguns de seus hits mais conhecidos como Se Eu Quiser Falar Com Deus, Pai e Mãe e outros.

Ele também deu uma versão mais contida para Pro Dia Nascer Feliz, de Cazuza e Frejat, e fez reverências aos blocos de carnaval baiano, o Olodum e o Ilê-Ayê.

Foi nesse momento que Gil conversou breves momentos com a plateia.

Destacou que “a abolição dos escravos, no Brasil, não foi completa”. Há muito ainda a ser feito e manifestações como a do Olodum e do Ilê-Ayê, entre outras poucas, são importantes nessa causa que, em última instância, é de todos nós.

Gil é um dos grandes nomes do nosso cancioneiro popular.

Não faz muito tempo, foi relacionado entre os cinco autores mais criativos da MPB pela revista Rolling Stones ao lado de Tom Jobim, João Gilberto, Chico Buarque e Ben Jor.

Este ano Gil não vai participar do Carnaval baiano.

Prefere recolher-se e se cuidar para as apresentações do show que fará na Dinamarca.

É basicamente o mesmo que fez ontem. Na playlist, as músicas que tratam do momento que vive, da reabilitação da sua saúde, da família, das duas novas musas Lia (a atriz Maria Rita) e Déia (a jornalista Andréia Sadi) e algumas outras canções que são imprescindíveis cantar quando faz show no exterior.

Lá também pretende encerrar o espetáculo, com o mantra que ontem cantou à capela e conduziu todos os presentes a entoar:

Minha ideologia

é nascer de cada dia.

Minha religião

é a luz na escuridão.

Uma celebração.

Nada mais oportuno para tempos tão obscuros e ameaçadores…

 

Comentário de uma internauta:

“Ter Gil como bisavô é um grande privilégio.”

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