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Governo Tabajara

Devo confessar aos meus cinco ou seis leitores (se é que ainda pacientemente andam por aqui) que não é do meu gosto e feitio (nem proposta deste humilde Blog, quando foi criado há lá se vão 10 anos) acompanhar a peripécias desastrosas deste Governo Tabajara (oportuna definição do jornalista Élio Gaspari) que o Ilegítimo preside e tanto nos afronta.

Mas, espero que compreendam, não há como fugir do assunto (e da lamentável constatação do abismo em que nos encontramos) toda vez que o dito-cujo se pronuncia – e o faz com invejável desfaçatez.

Ontem, por exemplo, ele subiu nas tamancas para se defender das grosas acusações e denúncias que a Pruradoria Geral da República lhe imputa a partir de uma série de provas e materialidade que ele simplesmente nega.

Não há nada de conclusivo, diz ele.

Mais provas e menos ilações, acrescenta.

É uma conspiração de peso político, conclui principescamente, apesar de usas palavras aos ouvidos do bom senso soarem como coaxar dos sapos.

Ele falou a uma plateia que lhe é conivente – deputados que formam a base do Governo no Congresso. Mas, em verdade, as tíbias palavras foram dirigidas à Nação, como se falasse a um bando de tolos e obtusos.

Pode ser o delírio natural que o amigo Escova (que caiu fora do País assim que viu o tamanho da nossa desgraça no trágico 17 de abril de 2016) identificava nos discursos de muitos políticos (“Eles enganam a si próprios. Para melhor, enganar a todos”). Pode ser simplesmente que nos considere – ele e os seus – um bando de tolos e obtusos, de riso frouxo que não merece mais do que lorotas…

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