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O Barça de hoje é para sempre

Rola bola, rola bola
Quem rola bola não fica à toa
Quanto mais a bola rola, ai, ai…
Mais a vida fica boa

Gente, foi só um jogo de futebol.

Ta certo, sei. Valia pelo Mundial de Clubes.

Mas, vamos lá rapaziada, pense bem, avalie. Nós aqui, dos trópicos e dos tropeços (como o de ontem), enchemos de fama esse torneio que, a bem da verdade, é pouco mais que uma festinha de congraçamento dos orientais, patrocinado por aquela marca de carro que eu nunca vou conseguir ter.

Ou o tal do Al-Sadd é mesmo o terceiro melhor time do mundo?

Não discuto a supremacia do Barcelona.

Que não é de hoje – e, a bem da verdade, não surpreendeu a ninguém que acompanha as coisas do Planeta Bola com olhos de ver.

Não chore em vão, amigo santista.

O placar de 4 a 0 foi pouco diante dos galegos.

Temi o pior.

Felizmente, os magos tiraram o pé – e o travessão e o bom goleiro Rafael acomodaram o resultado.

Aos coleguinhas da crônica esportiva, em geral, segurem a onda, manos veios e novos.

Antes do prélio, iludiram a rapaziada com comparações incomparáveis (por exemplo, quem é melhor: Messi ou Neymar?), falsas esperanças e o escambau.

Depois do vareio e da sacolada, desancaram em soluções que sabemos bem estão longe de explicar os desígnios dos deuses da bola.

Falam em conceito disto, em filosofia daquilo. Culparam os técnicos nativos – todos retranqueiros e subservientes aos botinudos. Clamaram por reformas estruturais. Choraram de saudades de tempos idos quando o Brasil jogava assim…

Balela, meus caros e fiéis cinco ou seis leitores.

O Barça de hoje é para sempre. Desses fenômenos raros – e únicos. Como foi, à sua maneira, o Santos de Pelé, Coutinho & Cia. Como foi a seleção de 70. A Holanda, de 74…

(Dos times que vi jogar, eu paro por aqui. Os demais ficam bem abaixo.)

Temos mais é que agradecer aos Céus a graça de vê-lo em campo.

E aguardar o próximo espetáculo, o próximo baile…

* Ah! se me permitem farei um reparo aos magos da bola do Barça. Vão bater mal escanteio assim, nos confins da Catalunha. Se esse time tivesse um Marcos Assunção seria perfeito…

* Improvisei os versos que encimam o post de uma antiga canção de Benjor.

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