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Três histórias sobre o GP Brasil

Três breves histórias sobre o GP Brasil de Fórmula 1.

A primeira, eu vi.

A segunda, eu vivi.

A terceira, gostaria de ter escrito.

I.

A que eu vi:

O repórter-fotográfico Anísio Assunção foi destacado para cobrir o primeiro dia de treinos em Interlagos. Ficou todo entusiasmado, pois faria sua estréia na categoria mais rápida do mundo. Todo orgulhoso exibia a credencial da FIA a todos nós, repórteres viralatas que continuaríamos, mesmo num fim de semana tão especial para a Cidade e para o mundo, com nosso ramerame diário de coberturas.

Buracos de rua, rondas policiais, o trânsito nas estradas que nos aguardassem.

O Anísio, não. O Anísio faria Fórmula 1.

Talvez seja bom lembrar que ainda, àquela época (não tão distante assim), não existia máquinas fotográficas digitais.

Fim da tarde.

De volta à redação, encontramos o amigo ‘lambelambe’ numa tristeza danada.

Estranhamos inclusive o silêncio da figura, falador por excelência.

Sobre a mesa do editor, a razão de tamanha dor.

Uma penca de fotos em que ora apareciam apenas o bico dianteiro dos bólidos ora se via apenas a traseiro dos danados. Duas ou três puderam ser aproveitadas.

Eram do movimento dos boxes.

Mesmo assim, Anísio estava pronto para um novo embate no dia seguinte:

“Os bichinhos são rápidos demais, sô” – disse com seu inconfundível sotaque mineiro. “Mas, amanhã, eles não me escapam.”

II.

A segunda, a que eu vivi.

Meus cinco ou seis fiéis leitores podem não acreditar.

Mas, eu estava lá, em Interlagos, quando aconteceu a primeira corrida de Fórmula 1 no Brasil.

Atentem para o ano: 1972.

Para que tenham ideia, a prova ainda não fazia parte do calendário oficial da categoria.

Foi uma espécie de teste.

Emerson Fittipaldi era o piloto brasileiro.

Não lembro se foi ele que ganhou. Desconfio que não.

(Procurem no Google!)

Mesmo assim, foi bem divertido.

Assim como o Anísio, não tinha noção de quem era quem.

Mas, achei os bichinhos rápidos demais, sô.

III.

Eu gostaria de ter participado da cobertura que o jornal Notícias Populares fez de um dos GPs do Brasil num desses anos que se perdeu no tempo.

Acreditem! O João Gordo era um dos repórteres.

Ele tinha uma característica comum a mim e ao Anísio: não entendia nada do assunto.

Esse era o diferencial.

Falou do que acontece no dia dos pilotos, da mulherada que fica solta por ali, do trampo duro dos mecânicos, dos bastidores da coisa toda.

Um dia antes da prova, o jornal trouxe estampado um mapa de como assistir ao Grande Prêmio de graça. Em cima da ponte, subindo um barranco, atravessando um buraco em uma das grades, entre outras possibilidades.

Foi um sucesso!

No dia da prova, esses locais estavam lotados.

* FOTO NO BLOG: Roma/arquivo pessoal

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