Equipe da TV Record transmitindo futebol nas tardes de domingo/Foto: Arquivo Record
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“O São Paulo Futebol Clube, com imensa tristeza, informa e lamenta o falecimento de Paulo Planet Buarque ocorrido nesta sexta-feira, dia 13 de fevereiro de 2026, em São Paulo, capital. O ilustre tricolor tinha 98 anos de idade.”
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Só agora soube da notícia do falecimento de Paulo Planet Buarque, destacado conselheiro do Tricolor por largos anos e um dos pioneiros da TV brasileira como comentarista esportivo da TV Record.
Como meus amigos e leitores sabem por bem me conhecer, nada tenho de tricolino. Bem ao contrário até. Aliás, eis que o SPFC é nosso arquirrival nas mais renhidas e históricas contendas, inclusive a que acontecerá no próximo domingo pelas semifinais do Paulista 2026.
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Tabajara, Planet e Sílvio Luiz/Foto: SPFC
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Caros e preclaros, me é inevitável fazer o registro desta nota de pesar, aqui, em nosso Blog.
Tenho uma carinhosa lembrança de Paulo Planet Duarte por ter ele integrado a histórica equipe de transmissões do futebol nas tardes de domingo da minha infância e adolescência. Na minha humilde opinião, e permitam-me expressá-la: até hoje, creio eu, nada se compara àquelas jornadas esportivas que tinham no comando o narrador Raul Tabajara, Paulo Planet Duarte como comentarista, prof. Flávio Iazzetti que nos esclarecia sobre arbitragem e os repórteres de campo, jovens e promissores, Sílvio Luiz e Reali Júnior.
A TV brasileira dava seus primeiros passos em plagas brazucas. Os desafios das transmissões, com imagens em branco e preto, com uma só câmera (como bem documenta a foto acima), eram enormes. Mas, sobrava empenho, elegância, informação e respeito ao telespectador.
Repito:
Empenho, elegância, informação e respeito ao telespectador.
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Gosto de lembrar esse tempo…
A Record, canal 7, tinha um grande concorrente. A TV Tupi, canal 4.
Sua equipe de Esportes também era irretocável: Walter Abrahão como narrador, Geraldo Bretas nos comentários, Eli Coimbra e Sérgio Baklanos nas reportagens de campo. Aqui, já se via e ouvia um tom coloquial na narração de Abrahão (“Tá gordo, o Mirandinha, hein gente!” – nunca esqueci a observação em tom jocoso de Abrahão em meio a uma partida do São Paulo). Bretas era mais polêmico – e nem sempre se deu. Apostou e perdeu que a seleção brasileira não seria campeã em 1958 e teve que raspar a cabeça a zero, depois que garantiu que assim o faria se o mesmo Mirandinha supracitado fizesse gol na defesa do Palmeiras que tinha o grande Luís Pereira como referência e Leão no gol. Dois a zero para o São Paulo. Dois gols de Mirandinha.
Jerdi Gomes era o plantão de notícias na Tupi.
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Esses e outros pioneiros deveriam ser referências para os que se arvoram a comunicadores esportivos nos dias atuais.
Sempre os citava em minhas aulas nos cursos de Jornalismo Esportivo que tive a honrar de participar.
A disciplina era exatamente essa: História do Jornalismo Esportivo.
Explicava à meninada – alguns eu os vejo pelaí nas transmissões de hoje – que o futebol traz em sua essência aspectos lúdicos, mágicos, passionais. Mas, que ficassem atentos: no exercício da função, há que se ter equilíbrio, informar e, se possível, encantar.
O futebol é paixão e vida, mas não só…
E eles – os jovens jornalistas, não importa qual seja a plataforma midiática – teriam a difícil tarefa de fazer a mediação entre o sensacionalismo e a celebração, o amor e o ódio. Nunca de racismo e outras formas divisionistas. Sempre de confraternização, inclusão e entretenimento.
Falei ao vento?
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Enfim – e por fim.
Foi a oportunidade que tive de, a partir de uma triste notícia, homenagear os pioneiros das jornadas esportivas da TV brasileira.
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TRILHA SONORA
Versão original da trilha das jornadas esportivas da TV Record desde então
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Rebecca Bertolini
27, fevereiro, 2026Paulo Planet Buarque foi um exemplo de profissionalismo, caráter e humanidade. Deixa um legado de dedicação, ética e respeito por todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Sua memória permanecerá viva em nossos corações.