Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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Brasília, dia 25 – A Primeira Turma do STF condenou por unanimidade os irmão Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e três mesesm de prisão cada um por mandarem assassinar Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Os familiares de Marielle – Antônio Francisco (o pai), ministra Anielle Franco (irmã), Luyara Franco (filha), Marinete Silva (mãe) e Mônica Benicio (viúva) – estiveram no Plenário para assistir ao julgamento.
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Vejo na TV a entrevista da filha de Marielle à entrada do Supremo Tribunal Federal. Percebo incerta ansiedade em sua fala. Diz sem maiores floreios que a família esperou aflita por esse dia.
“O dia da Justiça”.
Leio hoje, após a sentença conferida aos mandantes criminosos, que tanto ela quanto a mãe de Marielle tiveram picos de ansiedade e passaram mal durante a sessão do julgamento. Ambas precisaram ser socorridas e foram atendidas pela enfermaria do Tribunal.
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Eles ainda estão aqui.
Por Marielle.
Por Anderson.
E por nós.
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É inimaginável dizer o rol de sentimentos, dor, incerteza e angústia que viveram ao longo de todo esse tempo em que buscaram a verdade dos fatos e a Justiça ainda que tardia.
De certa forma, obviamente que em menor grau, todos os brasileiros constrangeram-se com tamanha calamidade.
Não é o Brasil de todos os brasileiros que almejamos.
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A condenação por unanimidade, entendo, conforta, mas não ameniza a dor de tamanha perda.
Resta-nos um fiapo de esperança.
Que a morte de Marielle e Anderson não tenha sido em vão, meus caros e preclaros – e que se faça deste dia um marco para um Brasil socialmente mais justo, solidário e, principalmente, que nos reencontremos enquanto nação com os pilares da fraternidade e da paz.
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EM TEMPO
Troco a trilha sonora por dois textos que escrevi na ocasião da tragédia:
A lembrança da tragédia – e da desfaçatez que ainda grassa entre nós – ainda me entristecem.
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Leila
28, fevereiro, 2026Entristecem muito… é muita injustiça.