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A foto, Vozinha e o contraponto

Foto: reprodução Instagram/zagallooficial

Alguns dirão que é pura nostalgia.

Outros vão definir a coisa toda como mais um dos meus repentes saudosistas.

Não entro no teor da discussão.

Assim é se lhes parece.

Não tenho como escapar, porém.

Termino de ver a partida entre a poderosa Espanha diante da humilde seleção da pequena Cabo Verde e recebo no celular a mensagem do sempre_vereador com que entendo ser uma sugestão de pauta para o post de hoje.

A foto vem com a seguinte legenda:

“Essa é a seleção brasileira esperando o trem em Poços de Caldas, antes da copa do mundo em 1958. Da esquerda para a direita são: Nílton Santos, Dino Sani, Gilmar, Bellini, Garrincha, Moacir, Dida, Joel, Mazolla, Zagalo e Pelé.

Difícil imaginar os ‘estrelas’ de hoje numa situação como essa. Mas, é uma bela recordação”.

O bom amigo Almir me diz que não é o autor da montagem que reúne foto e texto. Mas, assina, dá fé e concorda plenamente. Vale o escrito!

De minha parte, vou pela mesma rota.

Faço o contraponto.

Direi apenas que, se transportássemos tal cena para os dias, teríamos um fusuê de roupas espalhafatosas e de renomadas grifes, a cintilância de brincos e demais joias e penduricalhos caríssimos e, minimamente. uma dezena de carrões e o helicóptero do Neymar no estacionamento da estação.

Não sou de remar contra a maré.

(Para ser sincero, nem remar eu sei e falta, por enquanto, não me faz.)

Mas, que nossas atuais estrelas estelares e brincantes penso fazem parte do grande negócio em que o futebol de transformou mundo afora. Negócio inevitavelmente envolto em cifras biliardárias, interesses outros que os esportivos, escândalos tantos e figurões que nada têm a ver com o Planeta Bola, nada contribuem, mas arvoram-se a senhores do esporte mais popular e da nossa irrefreável paixão.

E por falar em irrefreável paixão, em sentimento bonito…

Coisa linda ver o que ontem se viu.

Como lhes pontuei acima, a mensagem do Almir me chegou justamente na hora (ou pouco depois) em que o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, era entrevistado na Cazé TV, após ser o herói do memorável jogo de ontem. Suas incríveis defesas pararam o ataque espanhol. Garantiram assim o placar de 0x0 contra a Espanha e o primeiro ponto dos cabo-verdianos em sua épica estreia em uma Copa do Mundo.

Uma história de vida – e superação. Aos 40 anos, o humilde Vozinha (nome de batismo Josimar José Évora Dias) entra para a história dos mundiais – e, em função do feito e também de sua grandeza d’alma, bem que poderia perfilar-se ao lado dos craques inesquecíveis da foto que hoje ilustra o nosso Blog.

A ENTREVISTA

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