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Aviso aos navegantes…

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Foto: Blog do RCM/Arquivo Pessoal

Para se ver além do horizonte, é necessário ficar de pé nos ombros de uma outra pessoa, disse sir Issac Newton.

A descoberta da América foi um golpe de sorte extraordinário, mas a sorte roça a face de muitos com suas asas, e somente uns poucos têm a inteligência de agarrá-la. Colombo teve essa inteligência, mas nem mesmo ele teria podido atravessar o oceano sem “ficar de pé nos ombros” dos antigos gregos que atravessaram o Mar Negro e o Mediterrâneo; ou dos polinésios que saltaram de ilha em ilha cruzando os aparentemente ilimitados mares do Sul; ou os muçulmanos que cavalgaram e navegaram a extensão da Ásia até o Pacífico; ou dos vikings que atravessaram o Atlântico Norte até a Terra Nova.

Todos os marinheiros sonham com a terra natal, mas rezam por um vento favorável, porque eles precisam saber o que está além do horizonte.

(…) (,,,) (…)

Faço hora na feirinha do livro (que encontro ao acaso num dos corredores do shopping) e, entre os tantos quantos títulos, (diversos gêneros, para distintos públicos, todos a 20 reais) encontro a edição ilustrada de “Além dos Limites do Oceano”, do catalão Maurício Obregón (1921/1998).

Não sei se é o verde-limão da capa ou a linha fina (“Navegando com Jasão e os Argonautas, Ulisses, os Vikings e outros exploradores do mundo antigo”, algo me chama atenção e não resisto em folheá-lo ainda que superficialmente.

Gosto do trecho inicial da obra (que destaquei acima).

Adoro essa coisa do “todos somos um”. (Valeu Abel!)

Navegar é preciso.

No celular, busco no Google informações sobre o autor.

Dou-lhes o resumo do resumo:

Embaixador colombiano para o Caribe, a Venezuela e a Organização dos Estados Americanos. Fundou o Museu Naval Caribenho em Cartagena, e foi membro das academias de história da Colômbia e da Espanha.

Vou no impulso.

Decido comprar o livro (144 páginas, Ediouro. Tradução Miriam Groeger) mesmo sabendo que não é exatamente este o gênero de leitura que cultivo.

Certamente vou aprender coisas e histórias que não sei.

Talvez eu lhes traga novos relatos sobre argonautas e navegantes.

Quem sabe?

A propósito, aviso aos navegantes.

Não se surpreendam, pois, com temas os mais diversos.

Sempre um desafio.

Só não esperem que eu escreva sobre sabatinas e debates entre candidatos.

Esses tais não me pegam mais.

Não é por nada não.

É que são inúteis.

TRILHA SONORA

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