Ilustração: site da FIFA
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Escolhas, amigos, escolhas…
Faço as minhas.
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Dou-lhes a seleção dos melhores da Copa que escolhi:
goleiro – Unai Simón (Espanha)
lateral direito – Hakimi (Marrocos)
zagueiro central – Cubarsí (Espanha)
quarto zagueiro – Upamecano (França)
lateral esquerdo – Cucurella (Espanha)
meio-campistas – Rodri (Espanha), Bellingham (Inglaterra) e Olise (França)
Atacantes: Messi (Argentina), Mbappé (França) e Haaland (Noruega)
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Não saberia destacar ‘o melhor técnico’. Não vi grandes avanços em termos táticos, estratégicos, algo que acrescentasse magia ao jogo jogado. Diria que os tais e os quais fizeram o básico do básico. Uns mais, outro menos; bem menos. Ficaria entre os dois treineiros das equipes finalistas: Luis de la Fuente (Espanha) e Scaloni (Argentina).
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Os aspectos que mais gostei deste Mundial, eu destaco a emoção que nos trouxe em muitas das partidas decididas nos últimos instantes, a surpresa pela desempenho em bom nível de seleções mais modestas (como a de Cabo Verde e a do Egito, dois bons exemplos) e a confirmação do protagonismo de craques únicos como Messi, Mbappé, Haaland e Cia. Entregaram o que se esperava deles. Mesmo o Robô, o português Cristiano Ronaldo, e o nosso Vini Jr. fizeram o que puderam enquanto puderam. (Resta a dúvida: Poderiam mais?).
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Os aspectos negativos são os óbvios: a ganância de patrocinadores e interesses outros, a injunção autoritária do bélico Governo Americano em decisões que escapavam do fórum esportivo (a proibição da entrada do árbitro somali no país, o tratamento dado ao selecionado do Irã, a intromissão para a retirada da suspensão de um jogador americano que levou o cartão vermelho e outras tantas patacoadas), a subserviência da Fifa às vontades dos Estados Unidos (Infantino, patético), as péssimas arbitragens e as condições a desejar de muitos estádios.
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Sobre o Brasil, meus caros e raros e preclaros…
Pouco a falar.
É certo que tivemos um período de preparação para lá de conturbado, que a CBF muda tudo e continua a mesma de sempre, repleta de mazelas e ocultos interesses, que o vitorioso Carlo Ancelotti se perdeu em meio ao redemoinho de situações que envolve uma seleção como a brasileira, especialmente quando acontece a Copa do Mundo…
É certo que podemos e devemos reclamar de tudo – e mais um pouco.
Enfim – e por fim…
Uma coisa que pouco ouço falar, mas que me parece fundamental, básica, essencial.
NÃO TEMOS JOGADOR.
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Radicalizo?
Nem tanto – e tento explicar.
Muitos têm a técnica. Em outros, sobram talento e inspiração. Quase todos fazem lá algum sucesso (ou muito sucesso) em clubes da Inglaterra, da Espanha, da França… São figuras de destaque na Champions, na Premier League e o escambau…
Logo se tornam celebridades do mundo pop mundial.
Só que lhes falta algo quando representam o País, especialmente em Copa do Mundo.
Tentei explicar a um bom amigo – também jornalista – e usei a palavra “alma”.
– Falta alma aos nossos craques, eu disse.
E ele me respondeu, sorrindo:
– Mas, não estamos num campeonato de espiritualidade, cara.
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Insisti com um exemplo que acho revelador.
Desde 2002, portanto, há 24 anos – e chegaremos a 28…
Desde então, não participamos de uma final.
Entre os times campeões do mundo, só estamos à frente do selecionado do Uruguai (aquele mesmo que nos venceu em 1950 em pleno Maracanã) e da equipe da Inglaterra (1966).
Itália, Alemanha, Espanha, França e Argentina estiveram em, ao menos, uma das finais.
Venceram e perderam, mas estiveram lá.
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Termino.
Parabéns Espanha, legítima campeã da Copa de 2026.
E assim se faz a História…
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TRILHA SONORA
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