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O Rei e a camisa 10

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Foto: Santos FC/Divulgação

Vamos ao que se pode, meus caros.

Fim da Copa.

O Blog volta à vida real.

Ou não?

Quer dizer, sim e não.

Quase.

Retomo a questão que tangenciou o Mundial de 2026 em função da incrível participação de Messi no mais badalado dos torneios deste esporte. Especialmente porque o hispano-argentino (ou argentino-hispano? não sei…) tem 39 anos e foi para quase todo o mundo “o melhor jogador da Copa” (embora ou apesar de que o escolhido pela FIFA tenha sido o volante Rodri, da Espanha).

A questão é outra. Aquela de sempre. A mesma que, alguns como eu que sou bem das antigas, escutamos em ocasiões similares – e lá se vão 70 anos.

Quem é o melhor jogador de todos os tempos?

Pelé continua imbatível?

Prometi a mim mesmo que não colocaria minha colher de pau na panela desse angu que nunca pega o ponto.

Penso que não tem nada a ver.

Épocas distintas. Mudou o futebol, mudou o mundo.

Mas, ontem, ao fuçar no Instagram do Filhão por pura bisbilhotice, topei com um vídeo curto com depoimento, algo indignado, do eterno camisa 10 da Gávea, o Zico.

Ele discorria objetivamente sobre o tema.

Disse ele mais ou menos assim (não foi exatamente com essas palavras, mas o sentido foi):

“Sabe porque eu joguei com a camisa de número 10? e assim o fizeram outros grandes jogadores ao longo de todos esses anos? Por causa Dele (o D em maiúsculo é por minha conta e respeito). Foi o Pelé que trouxe a importância ao número… Ele que consagrou a camisa 10… Todos sonhavam ser Pelé ou chegar próximo ao que ele foi.”

Longe de mim discutir com o Galinho de Quintino.

Sei da minha insignificância.

E, óbvio, muito óbvio, aliás, que concordo plenamente.

Pelé é Pelé – e ponto e basta.

Não assisti à íntegra da gravação.

Não sei, portanto, se Zico citou outros grandes Camisas 10 da história.

Por conta e risco, fui relacionando de memória os notáveis que vi jogar.

Ademir da Guia (Palmeiras) – Rivelino (Corinthians) – Pedro Rocha (São Paulo) – Pita (Santos) – Platini (Juventus e seleção francesa) – o próprio Zico (Flamengo) – Baggio (Itália) – Zidane (França) – Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) -Rivaldo (seleção penta em 2002) – Maradona (Nápoles e Argentina) – Messi (Barcelona e Argentina) e outros tantos e muitos.

A partir Dele, o Rei Pelé, a camisa 10 passou a trazer consigo a aura de luminosidade – o 10 é o melhor da equipe.

Sei que nem sempre foi assim. Mas que essa fama existe, existe.

Existe e persiste ainda hoje.

Por causa de Pelé.

Amigos, deixem que eu lhes diga mais uma coisinha.

(Aliás, quando intui escrever sobre o tema, eu assim o fiz pensando em lhes dizer o que vou dizer.)

Toda vez que vejo rolar a discussão nas mesas redondas da TV ou agora do streaming… Toda vez me vem a impressão de que os faladores de plantão – e nós todos que entramos nessa inútil polêmica – pensamos muito mais em nos gabaritar como um privilegiado ‘testemunha ocular da História’ do que propriamente esclarecer o ato e o fato em si.

No futebol e na vida, o novo normal adora uma verdade inventada.

TRILHA SONORA

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