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Entre o mar e o vulcão

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Então, tá combinado…

Nesta hora que o Brasil se afunda num turbilhão de desmandos e a tal justiça social se nos escapa pelos vãos dos dedos, quando me invade o desalento com os homens e os deuses de toga, ouso lhe fazer uma proposta.

Topa?

Moraríamos em Taormina – e assim o maior dos nossos problemas seria caminhar pelas insinuantes ladeiras que cortam a bela cidade no alto de uma das montanhas da belíssima costa siciliana, na Itália.

II.

Imagino que teríamos tempos serenos, como aliás, bem merecemos neste momento de nossas vidas em que nada, por aqui, parece enveredar para um final feliz.

Lá, viveríamos das histórias que acumulamos em todos esses anos que, por mais que não se aperceba, passaram rápidos demais.

Teríamos, por um lado e estrategicamente à distância, a vigilância cúmplice do Etna que, em dias claros e ensolarados (não importa a estação do ano), revela-se igualmente sereno e majestoso, como bem cabe a um vulcão de sua estirpe.

De outro lado, o cintilar das águas do Mediterrâneo seria o repouso de nosso fatigado olhar e a inspiração para lembranças e reflexões.

III.

Sim, porque ainda a temos. E são tantas e tamanhas…

Somos dois e somos muitos.

Por onde andam os amigos [que são raros e valiosos] e as pessoas que cuidamos e amamos, como estão? Os jovens ganharam o mundo, sabemos bem, porque agora é a vez de eles caminharem como, um dia, caminhamos a passos incertos. Mas, reconheça-se, com alguma coragem, uma boa dose de sorte e as bênçãos da Virgem Maria.

IV.

Perdoe-me a imodéstia, minha cara.

Merecemos esse paraíso que tem nome estranho, Taormina, e fica na Sicília, tão longe daqui…

Quem sabe, numa noite enluarada, por lá não aportassem Caetano Veloso e Gal Costa na arena do Teatro Greco e lá cantassem aquela nossa canção…

“Porque toda razão, toda palavra vale nada quando chega o amor. ”

 

 

*(fotos: arquivo pessoal)
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