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Nilton César (1939/2026)

Foto: Divulgação

Morreu hoje (quarta, 28) em São Paulo o cantor Nilton César, um dos grandes destaques da música romântica brasileira.

Fez um sucesso absurdo entre os anos 60 e 70.

Penso que os leitores sub 50 do Blog não façam ideia de quem seja esse mineiro de Ituiutaba, nascido em 1939.

Os Mais de 60 hão de se lembrar.

Ou não?

Nilton César, o intérprete, era uma figuraça. Transitava, sem pudores e de camisas vistosas, entre a Jovem Guarda e a música romântica. Com uma inabalável franjinha a lhe cair na testa, correntes e medalhões de enfeites, o cantante emplacou hits populares como Professor de Amor e A Namorada Que Sonhei (“Receba as flores que lhe dou…”).

Mas, sem dúvida, o grande sucesso foi a divertida balada Férias Na Índia, de versos deliciosos em sua romântica ingenuidade:

“A Índia fui em férias passear
Tornar realidade um sonho meu
Jamais eu poderia imaginar
E explicar o que me aconteceu

Cupido me flechou sem eu sentir
Perdidamente eu me apaixonei
Agora não consigo mais dormir
Pensando no amor que lá deixei…”

(A propósito, à época da novela Caminhos das Índias (2009, creio) lamentei que a canção não fizesse parte da trilha sonora.)

Creiam, amigos: a música foi um sucesso de fazer inveja a Roberto Carlos. De autoria de Osmar Navarro, foi sucesso absoluto no início dos anos 70.

O compacto simples vendeu mais de 500 mil cópias, tocou sem parar nas rádios e liderou por semanas as tais paradas de sucesso.

Se bem me lembro, Nilton César ainda foi uma das atrações do folclórico quadro musical Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos, no programa Sílvio Santos.

Aqui, vale registrar uma curiosidade.

Quem mais se divertia com esse quadro era o próprio Sílvio Santos (1930/2024). Com o fim da Jovem Guarda, na TV Record, cantores como Arthurzinho, Ari Sanches, Marcos Roberto e similares ficaram com espaços vagos na agenda.

Foi onde entrou a perspicácia de Sílvio que os convidou para “estrelar” o programa.

No palco, entre a rapaziada, Sílvio soltava a voz, ria a valer e, com Roberto Carlos já distante da TV, sentia-se, ele próprio, Sílvio Santos, o Rei da Juventude.

TRILHA SONORA

     

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