Foto: reprodução das imagens do VAR
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“Eu estou vendo o jogador do Athletico segurando o braço dele. Ele está segurando o braço do defensor e se joga, derrubando ele. Eu vou mostrar na câmera para você ver que o atacante está segurando o braço do defensor e correndo. Ele está puxando e se joga para frente”
*VAR da partida entre Palmeiras (1) e Athletico Paranaense (0) na tarde de domingo, no ainda Allianz Parque.
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Meus caros, raros e preclaros…
… eu sei que vocês vão dizer qu é tudo tolice, e não pode ser.
Mesmo assim insisto:
Quem diria que o atacante colombiano Viveiros, do Athletico Paranaense, me faria lembrar nosso inesquecível Pelé, o Rei do Futebol!
Verdade verdadeira.
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Os que aqui me leem sabem bem que nosso Blog vive de recuerdos e vivências.
Por isso, mesmo com outros temas em pauta, me foi impossível fugir ao lance que protagonizaram Viveiros e o jovem zagueiro palmeirense Benedetti. Um quase pênalti nos minutos finais da partida de ontem.
Foi? Não foi? Foi certa a intervenção do VAR? Não foi?
As opiniões se dividem.
Mas, a mim, pouco importa.
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Quero mesmo contar o que vi e não vi ninguém lhes contar.
Pelé era useiro e vezeiro em aprontar dessas.
Enroscava-se com o zagueiro na área, trazia os braços do incauto zagueiro para junto do peito e jogava-se ao solo com o becão caindo por cima dele.
O juizão inocente entrava de gaiato na história e marcava a penalidade com a maior convicção.
Como fez o apitador no jogo de ontem.
Única diferença: no tempo do Rei, não havia VAR.
E, no Allianz, corrigiu-se a decisão. Para tristeza dos secadores do Palestra.
Segue o líder.
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Dou-lhes um “por exemplo”.
Eu estava na arquibancada do Morumbi, longe pra caramba do campo de jogo, enfrentavam-se Santos e São Paulo (naquele tempo, o futebol era entretenimento para todos, independente do clube para o qual torcíamos) e o zagueiro tricolor Paranhos Pancada estava em alta pelas boas atuações. Falava-se do “xerifão” para a zaga da seleção brasileira.
Naquele dia, era dele a incumbência de acompanhar o já veterano Pelé, fosse onde fosse. Diria que o bruto babava no cangote do craque para não dar espaço ao melhor de todos os tempos.
Zero a zero. Jogo jogado, disputado e cousa e lousa e maripo(u)sa.
Num cruzamento alçado para dentro da área do São Paulo, deu-se o acontecido. Tumulto generalizado, Paranhos Pancada e Pelé rolaram ao chão – e… inevitável: pênalti para o Santos.
O juiz não teve dúvida.
Se bem me lembro, no estádio todo, ninguém questionou o óbvio.
O truculento Paranho afobou-se e, destrambelhado que só, derrubou Pelé nas imediações da pequena área. Só assim o Rei não conseguiu cabecear.
Pênalti.
Quem duvida?
Ninguém. À exceção de Paranhos que em vão alegava sua inocência no lance.
“Foi ele quem puxou o meu braço”.
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Só à noite, vendo os melhores momentos do jogo no videotape de então, identificou-se a manha e o golpe do Rei.
Ele se embarafustou com o zagueiro e provocou a queda.
Pelé, genial e genioso.
O lance entrou pro folclore do Planeta Bola.
O Santos, se bem me lembro, venceu o jogo por 3 a 1.
E, naquela época, eu diria que, em termos de opinião pública, aplaudiu-se a malandragem do Rei.
Outros tempos.
Outro futebol.
Outro mundo.
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TRILHA SONORA
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