Foto: Jô Rabelo/Arquivo
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Ah, as novas tecnologias!
Elas nos fazem ausentes e presentes.
Dou-lhes um ‘por exemplo’.
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Um amigo querido, colega dos tempos da Velha Redação, reaparece no meu zap.
Grande Maucir Domingues Conde, o Bambambã, do Departamento de Publicidade da nossa memorável Gazetinha! Bom ter notícias suas.
O Mauça veio me saudar pela referência que fiz ao saudoso Dr. João Yazbek na crônica que rabisquei por aqui dia desses, O bordão e os dois mundos.
Mais do que uma referência, amigo Maucir e demais leitores amigos, fiz uma reverência ao veterano colunista, com quem pouco convivemos (raríssimas vêzes aparecia na Redação), mas muito aprendemos com a coluna que recebíamos semanalmente das mãos de um mensageiro.
Dr. Yazbek tinha um olhar sereno ao enaltecer os bem-feitos da sociedade local e, como lhes disse naquele texto, era o autor do bordão:
“Fazer do Ipiranga mais Ipiranga”.
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Sabe Mauça, vou lhe dizer: tem certas coisas que, por mais que se mostrem simples, óbvias, não dá para aprender na escola por melhor que seja o curso de jornalismo. Essa sensibilidade nos chega (quando nos chega) da convivência com companheiros de lida mais vividos – e lavados e enxaguados nas águas da solidariedade e do humanismo.
Mesmo quando o repórter se vê obrigado pelas circunstâncias a narrar uma notícia triste, uma tragédia ou mesmo o discurso de ódio de um troglodita qualquer aboletado no Poder… Mesmo nesse contexto, Mauça e leitores, o repórter faz, em última instância, o alerta de que o caminho não é esse. Não é assim que se combate o bom combate.
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O Poder pelo Poder cega e embrutece o homem, como hoje mostram tristemente tantos exemplos.
O jornalista está na trincheira para a construção mundo melhor para todos. Indistintamente o credo, a raça, a cor, os usos e costumes, a cultura.
Essa é a lida do jornalista.
Há que se fazer uma distinção entre jornalismo e produção de conteúdo, influenciadores, provocadores, destemperados e congêneres. Que fique claro…
Talvez por isso o 7 de Abril (dia do Jornalista) tenha passado tão batido…
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Enfim,
voltemos ao Dr. Yazbek e ao bordão – “Fazer do Ipiranga mais Ipiranga”.
Assim ele nos inspirava – e inspira ainda hoje – a trabalhar para fazer, no correr da régua, o Brasil mais Brasil, a prospectar um Mundo mais Mundo e ainda almejar a construção conjunta de uma Humanidade mais harmoniosa e que tenha a Paz como único e decisivo caminho para o Bem Comum.
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Faz algum tempo – meados do século 19 – que o escritor russo Fiodor Dostoiévski escreveu num de seus tantos romances:
“Para ser universal basta falar de sua aldeia”.
Lembra Mauça?
Uns pelos outros, era o que fazíamos naqueles idos que só quem viveu e conviveu na Velha Redação sabe o quanto ainda hoje se fazem inesquecíveis.
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TRILHA SONORA
Uma canção que é um poema que é uma canção…
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Analy
11, abril, 2026Maucir gente boa. Só me vem à cabeça sua educação, simpatia, sua maneira de fazer nós, os mais novos ali, nos sentirmos à vontade.